Planalto avalia que inquérito sobre interferência na PF não avançará

Por Igor Gadelha, CNN  
25 de junho de 2020 às 16:05
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante café da manhã com parlamentares
Foto: Marcos Corrêa/PR (24.jun.2020)

Auxiliares jurídicos e políticos de Jair Bolsonaro avaliam que o inquérito da Polícia Federal que apura suposta interferência do presidente na entidade não avançará. 

A tese de auxiliares presidenciais no Palácio do Planalto é de que não há elementos que provem a intenção do chefe do Executivo federal em interferir na corporação.

“Para se provar a interferência, tem que se provar a intenção, o dolo. E não há nada que indique isso. Há apenas frases”, sustentou à CNN um assessor palaciano. 

Na avaliação do governo, nem mesmo a tentativa de nomeação de Alexandre Ramagem para chefia da PF, apontada como um indicativo da interferência, pode ser considerado um ato concreto.

“A nomeação de alguém não indica a intenção de interferência”, argumenta um auxiliar de Bolsonaro, que deverá depor nos próximos dias à PF no âmbito do inquérito.

Como Caio Junqueira e Thais Arbex informaram nesta quarta-feira (24), o governo emitiu sinais ao Supremo Tribunal Federal de que o presidente quer prestar depoimento por escrito e não presencial.