TSE debate cassação por abuso de poder religioso; evangélicos preparam reação


Renata Agostini
Por Renata Agostini, CNN  
01 de julho de 2020 às 18:27 | Atualizado 01 de julho de 2020 às 18:33

A bancada evangélica articula reação ao avanço do debate no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  sobre o “abuso de poder religioso” se tornar motivo para a cassação de mandatos. 

O grupo já solicitou uma audiência com o ministro Edson Fachin, que defendeu no TSE a possibilidade de políticos responderem por essa prática já a partir da eleição deste ano. A expectativa é que o ministro receba integrantes da bancada na primeira semana de agosto, logo após o recesso do judiciário.

Leia também:

Câmara deve tirar do TSE poder de definir novas datas para eleições municipais

Racha no centrão ameaça acordo para adiar eleições

Após as sinalizações dadas pelo ministro em julgamento na semana passada no TSE, a Frente Parlamentar Evangélica se reuniu ontem de forma virtual para discutir estratégias. Uma das frentes de atuação será na corte, dizem. Deputados argumentam que não existe na legislação a previsão de abuso de poder religiosos e que já há restrições à atividade de igrejas durante as eleições, como propaganda de candidatos somente do lado de fora de igrejas e templos.

“Vemos mais uma vez o Judiciário querendo legislar. Não cabe a tipificação de uma figura inexistente na legislação”, diz o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), pastor da Assembleia de Deus. 

Outra frente deve ocorrer nas redes sociais. Muitos dos deputados têm presença frequente nas redes e relação com lideres religiosas populares na internet.