Relator da Lava Jato e do caso Queiroz no STJ está internado em UTI em Brasília

Ministro Félix Fischer deu entrada em hospital da capital com quadro de obstrução intestinal causada por hérnia e foi submetido a cirurgia de emergência

Guilherme Venaglia, da CNN em São Paulo
28 de julho de 2020 às 17:15
O ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
Foto: Afonso Júnior/STJ

O ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), passou por uma cirurgia de emergência nesta segunda-feira (27) e está internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília. 

Segundo nota divulgada pelo hospital, Fischer deu entrada na unidade com "quadro de obstrução intestinal ocasionada por uma hérnia interna" e foi submetido à operação.

"No momento, segue estável na UTI para cuidados pós-operatórios", diz o texto, que é assinado pelo cardiologista Fabrício da Silva, pelo cirurgião-geral Luciano Ambrosini, e pelo diretor-geral do hospital DF Star, Pedro Henrique Loretti.

O STJ é composto por 33 ministros, sendo Félix Fischer o responsável por alguns dos casos com mais relevância para o cenário político brasileiro. 

O ministro é o relator dos processos da Operação Lava Jato na Corte, sendo o responsável por julgar as decisões contestadas na primeira e segunda instâncias.

Queiroz

Fischer também foi sorteado para relatar o habeas corpus pedido pelo policial reformado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Como o caso chegou ao STJ durante o período do recesso do Judiciário, o recurso foi analisado provisoriamente pelo presidente do tribunal, o ministro João Otávio de Noronha, que concedeu a prisão domiciliar para Queiroz e a esposa, Márcia de Aguiar.

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Retomando as atividades, com a volta do STJ após o recesso, o ministro Félix Fischer pode analisar a decisão de Noronha, que permitiu ao ex-assessor ir para casa em virtude do estado de saúde delicado, derivado do tratamento de um câncer.

Queiroz é investigado por suspeitas de "rachadinhas" no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) era deputado estadual do Rio de Janeiro. Segundo o analista da CNN Fernando Molica, no começo de julho, a avaliação dentro do STJ era de que seria improvável que Fischer viesse a mudar a decisão do presidente do tribunal.