Deputados bolsonaristas da Alerj negam pedidos por cargos no governo Witzel


Leandro Resende, da CNN, no Rio de Janeiro
31 de julho de 2020 às 13:20 | Atualizado 31 de julho de 2020 às 13:43
Comissão especial analisa o pedido de impeachment do governador do Rio

Comissão especial analisa o pedido de impeachment do governador do Rio, Wilson Witzel

Foto: Thiago Lontra/Alerj

O grupo de deputados estaduais do Rio de Janeiro, ligados politicamente ao presidente Jair Bolsonaro, negou interesse em participar do governo Wilson Witzel e refutou interesse em cargos em um eventual governo do vice-governador Cláudio Castro.

Em nota assinada por oito deputados estaduais, o grupo, formado após o racha nacional do PSL, em 2019, negou estar pleiteando cargos no governo Witzel para votar contra o impeachment do governador. 

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Nos bastidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) comenta-se, desde a semana passada, uma aproximação entre o grupo de parlamentares bolsonaristas e o governo Witzel, especialmente após o retorno de André Moura para secretaria de Casa Civil.

“Esclarecemos que a nossa oposição ao Governo Wilson Witzel ocorre em plenário e na fiscalização da má gestão do dinheiro público”, diz a nota enviada pelos deputados Alana Passos (PSL), Anderson Moraes (PSL), Dr. Serginho (Republicanos), Capitão Paulo Teixeira (Republicanos), Coronel Salema (PSD), Filippe Poubel (PSL), Márcio Gualberto (PSL) e Rosane Felix (PSD) à CNN. 

No texto, os deputados também negam que estejam se articulando para pressionar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o processo de impeachment na Alerj – suspenso por liminar do ministro Dias Toffoli, presidente da Corte – seja retomado. 

Firmes na defesa da saída de Witzel do cargo, os deputados bolsonaristas já possuem pleitos em um eventual governo Cláudio Castro: um novo estatuto para Polícia Militar e uma Lei Orgânica para a Polícia Civil – sem, entretanto, requerer qualquer participação no governo.