Após manter veto, Planalto quer destravar agenda bolsonarista na Câmara

Além da empolgação com o resultado da votação, governo aposta as fichas no novo líder na Casa, deputado federal Ricardo Barros

Bárbara Baião, da CNN, em Brasília
21 de agosto de 2020 às 17:12 | Atualizado 21 de agosto de 2020 às 18:22

O apoio de 316 deputados federais pela manutenção do veto presidencial sobre o congelamento no salário de servidores até 2021 animou a articulação política do Palácio do Planalto, que pretende trabalhar para acelerar a tramitação de uma agenda considerada “mais bolsonarista” dentro Câmara dos Deputados. 

No radar de prioridades da pasta chefiada pelo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, estão projetos que vão além do viés econômico, como o que flexibiliza o posse e porte de armas e a educação domiciliar, o chamado homeschooling

Além da empolgação com o resultado da votação do veto, o Planalto aposta as fichas no novo líder na Casa, deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), para destravar a agenda, já que o parlamentar tem um bom trânsito entre os partidos de centro.

A estratégia da articulação é iniciar, já na semana que vem, conversas com partidos da base para medir o termômetro dentro das bancadas sobre esses assuntos. 

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A leitura de líderes governistas, por ora, é de que é preciso fazer uma diferenciação entre a pauta da chamada “governabilidade”, como o compromisso com a responsabilidade fiscal, e a pauta da campanha eleitoral que elegeu o presidente Jair Bolsonaro. 

Para vingar, a estratégia também vai depender do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é quem tem o controle da agenda de votações até fevereiro de 2021, quando haverá nova eleição para o comando da Casa.