Prefeito do RJ cancela agenda em Brasília após ser alvo de operação

Marcelo Crivella estava confirmado na posse do ministro Luiz Fux como novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta

Thayana Araujo e Ana Maia, da CNN, no Rio de Janeiro
10 de setembro de 2020 às 13:01 | Atualizado 10 de setembro de 2020 às 13:03
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos)
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), cancelou a viagem que faria para Brasília nesta quinta-feira após ser alvo de operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro.

O prefeito estava confirmado na posse do ministro Luiz Fux como novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O STF já foi comunicado da ausência do prefeito. 

Os compromissos no município foram mantidos. Crivella deixou cedo o condomínio onde mora para seguir com suas agendas na cidade, uma delas ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em uma das bases da Marinha, na zona norte do Rio.

Os agentes da polícia passaram parte da manhã no gabinete do prefeito. Além de Crivella, o ex senador Eduardo Lopes, o ex-tesoureiro de Crivella, Mauro Macedo, e o empresário Rafael Alves foram alvos de buscas.

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De acordo com as investigações, havia um suposto esquema de propina para a liberação de pagamentos da prefeitura do Rio de Janeiro.

A ação desta quinta-feira teve como objetivo cumprir 22 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a agentes públicos e empresários, entre eles, a sede da prefeitura do Rio, no Palácio da Cidade, de onde o prefeito despacha, e no condomínio na Barra da Tijuca, onde mora Crivella.

O celular e um pendrive de Crivella foram apreendidos.

Segundo os promotores, a ação desta quinta-feira foi um desdobramento da Operação Hades, cuja primeira fase da operação aconteceu em março deste ano.

Os alvos na ocasião foram o ex-presidente da Riotur, Marcelo Alves, o irmão dele, o empresário Rafael Alves, e o empresário João Alberto Felippo Barreto.