Witzel vai fazer mea culpa e dar tom pessoal em defesa na Alerj

A opção de enviar um vídeo com sua defesa chegou a ser cogitada, mas a avaliação é que esta não seria a melhor estratégia em um momento tão decisivo

Daniel Adjuto
Por Daniel Adjuto, CNN  
23 de setembro de 2020 às 12:57 | Atualizado 23 de setembro de 2020 às 13:20

O governador afastado do Rio de Janeiro Wilson Witzel chegou a avaliar, nos últimos dias, a possiblidade de não ir à Alerj se defender. A opção seria a de enviar um vídeo com sua defesa, mas foi aconselhado que esta não seria a melhor estratégia em um momento tão decisivo.

Na Assembleia, Witzel terá até uma hora para se defender. Em sua fala, ele pretende dar um tom pessoal à defesa. O governador afastado deve recontar a história de vida, relembrar a infância e juventude marcadas por mudanças de cidade e, ainda, o momento em que decidiu abrir mão da magistratura para entrar na política.

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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil (23.set.2019)

É esse o “sonho” que o governador afastado deve mencionar com chances reais de ser destruído sem que ele tenha tido a oportunidade de se defender, baseado apenas do que diz o Ministério Público Federal. Wilson Witzel vai rebater os argumentos da Procuradoria Geral da República que o acusa de chefe de organização criminosa sem ouvi-lo ou dar acesso a todos os elementos da investigação.

O mea culpa do governador afastado é direcionado aos deputados da Alerj. Witzel, segundo interlocutores, vai reconhecer que demorou a se despir da capa de juiz na chefia do Executivo fluminense, abrindo espaço para o diálogo com os parlamentares. 

O pedido do governador será para que os deputados estaduais deem a ele uma chance para seguir à frente do governo. Nessa linha, aposta no argumento do benefício da dúvida, já que ele ainda terá de se explicar à Justiça. Se, depois disso, os parlamentares entenderem que ele é culpado, que retomem o processo de impeachment.