Governo do Rio volta a ter líder na Alerj após quatro meses

Márcio Pacheco (PSC), que já exerceu a mesma função na gestão de Wilson Witzel, é muito próximo ao governador interino Cláudio Castro

Stéfano Salles, da CNN, no Rio de Janeiro
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Após quatro meses sem um representante oficial na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), o governo do estado voltou a ter um líder no Palácio Tiradentes, com a recondução do deputado estadual Márcio Pacheco (PSC) ao posto, publicada no Diário Oficial do Legislativo.

O governo do Rio estava sem um representante na Assembleia desde 29 de maio, quando o próprio Pacheco, que liderava a base de Wilson Witzel (PSC), pediu demissão da função, ao lado do vice-líder e colega de partido Léo Vieira.

Desde então, houve uma sucessão de negociações em busca de um novo nome, com vários parlamentares rejeitando o posto.

Em 28 de agosto, Witzel foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Cláudio Castro (PSC), vice eleito em 2018, exerce o cargo interinamente desde então. O novo líder Márcio Pacheco é próximo a Castro e passa, portanto, a representá-lo na Alerj.

Oficialmente, quem respondia pelas demandas era o líder do PSC -- partido tanto de Witzel quanto de Castro --, Bruno Dauaire. 

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Márcio Pacheco

Embora tenha deixado o posto por quatro meses, Pacheco continuou, na prática, exercendo algumas atribuições inerentes à função de líder. Era consultado pelos demais partidos e continuava a emendar os projetos em favor do governo. Geralmente, os passando de positivos em autorizativos. 

Em julho, o deputado estadual foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), por participação em um esquema de rachadinhas, na mesma investigação que apura irregularidade semelhante do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), de quando este era deputado estadual. 

Pacheco é um dos homens de confiança de Cláudio Castro e foi responsável por levá-lo para a política. Os dois se conheceram-no Detran, onde o governador interino era estagiário. Os dois trabalharam juntos na Câmara Municipal, onde Castro foi chefe do gabinete de Pacheco. A dobradinha se repetiu como deputado estadual, no Palácio Tiradentes. 

O novo líder do governo foi também o padrinho político de Castro na campanha para o vereador, em 2016, quando venceu pela primeira vez, após duas derrotas. Os dois são cantores católicos e já dividiram os palcos em shows em diversas oportunidades.