Investigado por 'rachadinha', suplente de Flordelis apresenta programa em rádio

Parlamentares ouvidos pela CNN afirmaram que, mesmo que Pedro Augusto não esteja com mandato, a operação causa desgaste no Legislativo fluminense

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
20 de outubro de 2020 às 17:02 | Atualizado 20 de outubro de 2020 às 17:38

 

O ex-deputado estadual e radialista Pedro Augusto, alvo de operação do Ministério Público do Rio de Janeiro nesta terça-feira (20) que apura suspeita de “rachadinha” quando ele era parlamentar, apresentou normalmente seu programa em uma rádio do Rio de Janeiro e não falou sobre as investigações.

Ele é o primeiro suplente na Câmara dos Deputados da deputada Flordelis (PSD) — ou seja, se ela for afastada do mandato, é ele quem irá para Brasília em seu lugar. Flordelis é ré e responde na Justiça do Rio acusada de ter orquestrado a morte de seu marido, o pastor Anderson do Carmo.

O MP-RJ esteve nas casas de ex-assessores do político em três locais do estado: em Copacabana, Zona Sul da capital, Niterói, na região metropolitana, e Nilópolis, na Baixada Fluminense.

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Pedro Augusto comandou normalmente o programa de rádio, sem mencionar a investigação do MP do Rio. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontou que seis assessores do então deputado movimentaram R$ 4,067 milhões de forma “atípica”entre 2016 e 2017. 

Parlamentares ouvidos pela CNN afirmaram que, mesmo que Pedro Augusto não esteja com mandato, a operação causa desgaste no Legislativo fluminense. De atuação parlamentar discreta, o radialista teve cinco mandatos na Alerj. Em 2002 chegou a ser o político mais votado do estado.

Ele é o terceiro deputado estadual a sofrer uma ação mais direta do MP do Rio na apuração das rachadinhas: o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) já teve a investigação contra si encerrada — o MP deve denunciá-lo ainda neste ano. Márcio Pacheco (PSC), atual líder do governo Cláudio Castro, foi o primeiro a ser denunciado pela prática, em julho deste ano, e responde por peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Ambos negam irregularidades.