Deputado pede depoimento de sete pessoas no processo de impeachment de Witzel

Luiz Paulo é um dos autores da denúncia que deu origem ao processo e desempenha o papel de acusação no Tribunal Especial

Paula Martini, da CNN, no Rio de Janeiro
13 de novembro de 2020 às 08:05 | Atualizado 13 de novembro de 2020 às 08:06
O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
Foto: José Cruz - 11.jun.2019 / Agência Brasil 

O deputado Luiz Paulo (sem partido) protocolou um requerimento para produção de provas testemunhais e documentais pelo Tribunal Especial Misto, que analisa o pedido de impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Luiz Paulo é um dos autores da denúncia que deu origem ao processo e desempenha o papel de acusação no Tribunal Especial.

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No documento protocolado nessa quarta-feira (11), ele solicita ao ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, o compartilhamento das provas do inquérito que afastou Witzel do cargo. O parlamentar também pede que o Ministério Público Federal apresente a íntegra das delações do ex-secretário de Saúde Edmar Santos e do empresário Edson Torres.

Luiz Paulo indicou o depoimento de sete testemunhas, entre elas, o Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC, e o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão. Os dois estão presos no Complexo de Gericinó desde o dia 28 de agosto, quando foi deflagrada a Operação Tris in Idem, que afastou Witzel do cargo.

Solto desde setembro, o ex-subsecretário de Saúde Gabriell Neves também foi listado como testemunha.

O documento é endereçado ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) e do Tribunal Especial Misto, o desembargador Claudio de Mello Tavares. A defesa de Witzel tem 20 dias para apresentar a contestação e também indicar a produção de provas.

Segundo o presidente do TJ-RJ, o Tribunal Misto vai se reunir depois que as provas forem requeridas para analisar a produção de cada uma delas, e marcar uma nova data para ouvir as testemunhas e analisar as evidências.

Na semana passada, o desembargador explicou que o impeachment pode acontecer depois de janeiro de 2021, caso a defesa de Witzel solicite a produção de provas periciais, o que demanda mais tempo de apuração.