Coligação de Martha Rocha não apoiará nenhum candidato no segundo turno do Rio

Delegada empatou no terceiro lugar no primeiro turno da corrida pela Prefeitura da capital fluminense

Stéfano Salles, da CNN no Rio de Janeiro
16 de novembro de 2020 às 15:24
A delegada aposentada e deputada estadual Martha Rocha, candidata a prefeita do Rio de Janeiro pelo PDT
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Terceira colocada do primeiro turno da corrida pela prefeitura do Rio, Delegada Martha Rocha (PDT) anunciou nesta segunda-feira (16) que não vai apoiar nenhum candidato no segundo turno.

O ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) e o atual, Marcelo Crivella (Republicanos), disputam o direito de gerir a capital fluminense pelos próximos quatro anos. A pedetista, deputada estadual em segundo mandato, obteve 11,30% dos votos válidos (297.751) e terminou em empate técnico com Benedita da Silva (PT), que recebeu 11,27% dos votos (296.847).  

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A decisão da candidata não é isolada, vale pela Coligação Unidos Pelo Rio, formada por PDT e PSB, e foi anunciada na Fundação Leonel Brizola, no centro do Rio. Martha Rocha falou de ataques sofridos ao longo da campanha e acusou os adversários de utilizar mentiras contra ela. 

Presidente nacional do PDT, o ex-ministro do Trabalho do governo Dilma Rousseff, Carlos Lupi, disse que um dos lados representa tudo aquilo que o partido sempre se opôs ao longo de sua história, e que o outro fez uma campanha de baixo nível. 

“O partido como instituição não deixará que nenhum militante use a sua sigla, bandeira e sua história para apoiar qualquer candidatura. De um lado, temos o fundamentalismo religioso e o Bolsonaro, que nós historicamente sempre combatemos. Do outro lado, a covardia, o desrespeito, o jogo baixo e pequeno que também não aceitamos”, declarou.

A deputada estadual agradeceu o carinho da população e o carinho da militância, e criticou uma pesquisa divulgada na véspera da eleição, que a colocou em quarto lugar, atrás de Benedita da Silva (PT). As duas disputavam o voto útil do campo progressista. 

“Se houve um erro técnico na análise da pesquisa ou proposital, o futuro vai responder. Agora, eu não tenho a menor dúvida de que essa pesquisa errada sinalizou para algumas pessoas a desistência do voto útil”, afirmou a deputada estadual.