Radar Político: Futuro partidário de Bolsonaro só deve ser definido em 2021

Alguns auxiliares acham melhor escolher um partido menor, como o Patriotas; para outros, um partido mais estruturado, como PP ou PSD facilitaria disputa em 2022

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo
18 de novembro de 2020 às 18:17


No quadro Radar Político, da CNN Rádio, desta quarta-feira (18), Caio Junqueira, Fernando Molica e Igor Gadelha analisam possíveis partidos e caminhos que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode escolher nos próximos meses.

De acordo com Gadelha, auxiliares do presidente disseram que ele deve esperar a definição da presidência na Câmara e no Senado, em fevereiro, antes de tomar uma decisão.

“Aliados mais próximos preferem que Bolsonaro vá para um partido menor, por exemplo, o Patriotas, por dois motivos: primeiro porque num partido menor o presidente teria um controle mais fácil da legenda; e segundo porque seria mais fácil acomodar aliados nas presidências do partido nos estados”, disse.

Já Caio Junqueira trouxe uma leitura oposta, de que faria sentido o presidente buscar um partido um pouco maior – dentro de sua base aliada no centrão – para contar com a máquina partidária na disputa presidencial de 2022.

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“Minha aposta é que o presidente opte por um desses partidos que já fazem parte da base aliada, provavelmente Progressista (PP) ou Partido Social Democrático (PSD), justamente porque eles tem know-how político, tem capilaridade, tem número de prefeitos, de vereadores, tem parlamentares para trabalhar”, afirmou.

Por sua vez, Molica disse que, ao analisar o passado político do presidente para tentar projetar seu futuro é importante lembrar que Bolsonaro nunca foi um político partidário.

“Nunca teve uma carreira política estruturada em partidos. Sempre foi no 'bloco do eu sozinho' e assim ele construiu sua vida como deputado e também sua candidatura a presidente”, disse.

Igor Gadelha, Caio Junqueira e Fernando Molica comandam o Radar Político, na CNN Rádio
Foto: CNN Brasil