Governadores pedem que Anvisa autorize vacina da Pfizer em 72 horas

Pedido leva em consideração a lei que autoriza a importação de materiais de saúde que tenham sido certificados por outras agências reguladores de outros países

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
10 de dezembro de 2020 às 10:27
Dose da vacina contra Covid-19 produzida pela Pfizer/BioNTech
Foto: BioNTech/Divulgação via Reuters

 

Integrantes do Fórum Nacional dos Governadores e do Consórcio do Nordeste vão pedir, nesta quinta-feira (10), para Anvisa aprovar em 72 horas a vacina da Pfizer, com base na certificação da FDA, a agência reguladora americana.

O pedido leva em consideração uma lei sancionada em maio que autoriza à Anvisa importar materiais e insumos de saúde que tenham sido certificados por outras agências reguladoras, entre elas a Food and Drug Administration (FDA). A lei também reconhece certificações da European Medicines Agency (EMA); Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA) e National Medical Products Administration (NMPA).

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"Para nós governadores, a primeira vacina registrada por uma agência reguladora tem que ser validada no Brasil, que deve comprar e distribuir para aplicação da vacina", afirmou à CNN, o governador do Piauí, Welligton Dias, que também preside o consórcio do Nordeste. Ele esteve à frente do grupo de governadores que se reuniram com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, nesta semana. "Quando a gente olha, a proporção de mortos do Brasil é elevada. Muitas coisas aconteceram, toda essa desorganização. Pedimos, em uma posição firme ao ministro da Saúde: 'queremos que você seja o coordenador dessas ações'. Apresentamos esse pedido independentemente do partido", afirmou o governador petista.

Dias ressaltou que se a vacina chinesa, a Coronavac, obtiver registro internacional reconhecido pela lei brasileira, os governadores também irão interceder à Anvisa. "Não é razoável uma disputa de quem chega primeiro. Estamos em uma guerra contra o coronavírus. Até aqui, ele tem matado brasileiros. Cada mês que a gente passa sem a arma necessária, que é a vacina, mais brasileiros vão morrer, vão ter sequelas", concluiu.