Plano de imunização: Temperatura da vacina e aquisição por estados são desafios

CNN teve acesso em primeira mão ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19

Kenzô Machida, da CNN, em Brasília
09 de dezembro de 2020 às 16:08 | Atualizado 10 de dezembro de 2020 às 07:26


 

O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, ao qual a CNN teve acesso em primeira mão nesta quarta-feira (9), apresenta alguns pontos de atenção para garantir a distribuição do imunizante por todo o país. Um dos desafios é compra de vacinas pelos estados.

“Tanto o Ministério da Saúde quanto algumas Unidades Federadas estão com processo de aquisição de diferentes vacinas Covid-19. Isso pode representar uma dificuldade na operacionalização da vacinação, por considerar a indisponibilidade de estudos sobre a intercambialidade entre os produtos”, diz trecho do plano.

O plano lembra que o monitoramento e as orientações sobre o uso de diferentes vacinas serão de responsabilidade dos estados e dos municípios que adquirirem o produto. São competências dos estados, ainda, prover seringas e agulhas e consolidar dados municipais e enviá-los ao Ministério da Saúde.

Já os municípios serão responsáveis pela rotina de vacinação, notificar e investigar possíveis eventos adversos relacionados à vacinação, além do gerenciamento de insumos e transporte das doses.

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Armazenagem adequada

O plano reforça os cuidados com a logística, desde a armazenagem até transporte da vacina para o usuário final. Todo o processo será monitorado, para evitar mudanças de temperaturas do imunizante.

O documento também traz diretrizes com os cuidados e funcionamento das “redes de frios”, os refrigeradores que armazenam as vacinas nos municípios. “A cada exposição acumulada da vacina a temperaturas mais quentes ou mais frias, ou à luz, em qualquer etapa da cadeia, há uma perda de potência que não poderá ser restaurada. As vacinas que contêm adjuvante de alumínio, quando expostas à temperatura abaixo de +2°C, podem ter perda de potência em caráter permanente”, diz o plano.

O plano prevê ainda uma série de treinamentos das equipes envolvidas da operacionalização das vacinas.

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Em entrevista exclusiva à CNN nesta quarta-feira (9), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a vacinação contra Covid-19 no Brasil com o imunizante desenvolvido pela Pfizer/BioNTech pode começar entre dezembro e janeiro.

"Se a Pfizer conseguir a autorização emergencial e nos adiantar alguma entrega, isso [o início da vacinação] pode acontecer no final de dezembro ou em janeiro", afirmou. "Isso em quantidades pequenas, de uso emergencial".