Para atrair MDB, Alcolumbre oferece comissão a Renan

Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
10 de dezembro de 2020 às 20:02 | Atualizado 10 de dezembro de 2020 às 20:41


 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ofereceu ao senador Renan Calheiros a possibilidade de que ele ocupe a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a mais importante da casa, no próximo biênio

Trata-se de uma forma de tentar atrair o MDB para apoiar um nome de sua preferência na sua sucessão. Conforme o Expresso CNN informou na noite desta quarta-feira (9), Alcolumbre passou a investir no nome de Rodrigo Pacheco, que é do DEM de Minas Gerais.

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Sua ideia era lançar Pacheco ainda nesta semana, mas o nome enfrentou resistências das duas maiores bancadas, o PSD e o MDB. O que ajuda a entender a oferta feita a Renan.

O MDB tem 13 senadores e comandou o Senado nos últimos 20 anos, até que em 2019 Alcolumbre derrotou Calheiros e assumiu o posto. Com o tempo, Alcolumbre foi se reaproximando dele e da chamada velha guarda do partido.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) - 18.set.2019

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Por ora, o MDB tem quatro pré-candidatos a presidente: o líder da bancada, Eduardo Braga, o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes; o líder do governo no Congresso, Fernando Bezerra; e a presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Simone Tebet. O partido caminha para escolher um dos nomes em uma votação interna. Nesse sentido, um eventual acerto de Alcolumbre com Renan é importante para demover essa candidatura. 

O PSD, segunda maior bancada da casa, também tem resistências a Pacheco. "O PSD tem candidato e não apoia o Senador Rodrigo Pacheco do DEM, embora seja um nome respeitado e qualificado", disse à CNN o líder do PSD, Otto Alencar. A bancada é a segunda maior da casa, com 12 senadores. 

Câmara 

Na Câmara, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, o preferido de Rodrigo Maia, passou o dia em conversas com seu partido, que tentou demovê-lo da iniciativa de lançar uma candidatura contra seu correligionário Arthur Lira, o preferido do Palácio do Planalto. Mas o maior problema veio do MDB, que deixou claro a Maia que se Aguinaldo fosse escolhido, grande parte migraria para Lira.

A expectativa de Maia e Alcolumbre era de lançarem seus nomes ainda nesta semana, mas a tendência é de que isso não ocorra.