Saúde dirá ao STF que não há data para vacinação

Ministério pretende responder formalmente, nesta segunda-feira (14), ao STF informando que não é possível estabelecer uma data para o início da vacinação

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
14 de dezembro de 2020 às 08:08 | Atualizado 14 de dezembro de 2020 às 08:14

 

O Ministério da Saúde pretende responder formalmente, nesta segunda-feira (14), ao Supremo Tribunal Federal que não é possível marcar uma data para o início da vacinação contra o novo coronavírus. O ministro Ricardo Lewandowski deu 48 horas para o governo se manifestar. De acordo com fontes da pasta, oficialmente o ministério ainda não foi notificado, mas irá responder ainda hoje que sem vacina registrada na Anvisa, não há como marcar vacinação.

Neste domingo, em vídeo publicado nas redes sociais, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou que fixar a data seria "irresponsável" - um recado direto ao governador de São Paulo, João Dória, que anunciou o início da vacinação em São Paulo, para o fim de janeiro, apesar de ainda não ter apresentado à Anvisa o pedido de registro ou uso emergencial da Coronavac.

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Fachada do Ministério da Saúde na Esplanada dos Ministérios
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil


 O início da vacinação não depende apenas do registro, mas da operação de logística para levar a vacina até a população. Outra fabricante, a Pfizer, anunciou que não conseguirá mais entregar vacinas para o Brasil neste ano, mesmo que a Anvisa libere o registro. O governo federal aponta esta como uma das principais razões para não se comprometer precisamente com uma data.

Técnicos da Saúde afirmaram à coluna nesta segunda-feira que, com as doses “em mãos”, o governo conseguiria distribuir o material em até 3 ou 5 dias aos Estados, que ficariam responsáveis pelo envio das vacinas aos municípios.