Prisão domiciliar de Crivella terá tornozeleira, telefone cortado e vistorias

Prefeito foi preso nesta terça, acusado de participar de 'QG da Propina'

Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro
23 de dezembro de 2020 às 00:58 | Atualizado 23 de dezembro de 2020 às 17:02

 

Até mesmo as linhas de telefone fixo da residência de Marcelo Crivella (Republicanos), no luxuoso condomínio ‘Península’, na Barra da Tijuca, terão de ser cortadas por determinação do STJ como condição para a prisão domiciliar do prefeito afastado, concedida na noite desta terça-feira (22).

Crivella terá ainda que entregar celulares e tablets para a Justiça e deverá manter contato estritamente com familiares, advogados e profissionais da saúde credenciados para cuidar dele.

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Foto: André Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo (22.dez.2020)


Além da tornozeleira eletrônica, que pode ser instalada ainda no presídio de Benfica ou até sete dias depois de deixar a prisão, as portas da casa de Crivella deverão estar abertas para as autoridades policiais “sempre que necessário”.

Ele não pode sair de casa sem autorização e terá uma vistoria policial em sua casa pra garantir que nada possa facilitar o contato dele com outras pessoas, como por exemplo, um dos outros oito denunciados no processo.

Para autorizar a prisão domiciliar, o presidente do STJ, ministro Humberto Martins avaliou que “as circunstâncias apresentadas não são suficientes para demonstrar a periculosidade do paciente, de modo a justificar” a prisão em regime fechado.

Entre os argumentos, o ministro ainda aponta que o prefeito afastado “tem mais de 60 anos de idade, estando, pois, enquadrado dentre os do grupo de risco de contaminação da Covid-19”.