Reduziremos mortes com distanciamento e melhor serviço hospitalar, diz Queiroga

O atual ministro da Saúde esteve ao lado do futuro ocupante da pasta, o cardiologista Marcelo Queiroga, na entrega de 500 mil doses da vacina da Fiocruz

Rafaela Lara, da CNN, em São Paulo
17 de março de 2021 às 11:12 | Atualizado 17 de março de 2021 às 16:42

 

O futuro ministro da Saúde,Marcelo Queiroga, disse nesta quarta-feira (17) que uma de suas tarefas ao assumir o cargo será implementar medidas de distanciamento social para diminuir a circulação do vírus e melhorar a capacidade de atendimento do sistema de saúde.

"Esses óbitos que estão aí nós conseguiremos reduzir com dois pontos principais. Primeiro com políticas de distanciamento social própria que permitam diminuir a circulação do vírus, segundo com uma melhora na capacidade assistencial dos nossos serviços hospitalares", disse.

Queiroga e o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, visitaram nessa quarta-feira (17) a unidade produtora de imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Bio-Manguinhos.  Nesta quarta, o Fiocruz entrega 500 mil doses da vacina contra a Covid-19 de Oxford/Astrazeneca, produzidas na própria fundação.

Ao comentar a transição do cargo, Pazuello destacou que Queiroga "reza na mesma cartilha". 

"A transição do cargo é apenas uma continuidade do trabalho. Marcelo Queiroga reza na mesma cartilha. Vou entregar um Ministério da Saúde estruturado, organizado e com tudo pronto e ele, como médico, vai navegar com essa ferramenta em prol da saúde do Brasil", disse Pazuello. 

Capacidade de vacinação

Segundo Pazuello, o Brasil terá sua capacidade de vacinação aumentada a partir das doses produzidas pela Fiocruz.

"Vamos ter capacidade de vacinar o país e precisamos de vacinas para o Brasil e também para a América do Sul, no mínimo. Assim teremos mais segurança", disse. 

O ministro voltou a afirmar que toda a aquisição de vacinas no Brasil deverá ser direcionada ao Programa Nacional de Imunização (PNI), do governo federal. "Toda aquisição [de vacinas] será para o PNI e destribuído de forma homogênia. O privado que adquirir essas vacinas tem que entregar ao PNI para a distribuição simultânea. Essa é a decisão do nosso país", ressaltou.

As doses dos imunizantes entregues até o momento representam 32% dos 30 milhões de doses já aprovadas pela Anvisa para o mês, de acordo com cronograma de entrega do Ministério da Saúde.