À CNN, Witzel diz que foi 'injustiçado' e vai tentar anular impeachment no STF

O ex-juiz afirmou, no entanto, que a medida não será tomada de forma imediata e que ocorrerá dentro do prazo que considera ter, de 15 dias

Pedro Duran e Stéfano Salles, da CNN, no Rio de Janeiro
30 de abril de 2021 às 19:24 | Atualizado 30 de abril de 2021 às 20:01

Depois de o Tribunal Especial Misto ter decidido, por unanimidade, pelo impeachment de Wilson Witzel, o ex-governador do Rio de Janeiro afirmou à CNN que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular o julgamento. 

O ex-juiz afirmou, no entanto, que a medida não será tomada de forma imediata e que ocorrerá dentro do prazo que considera ter, de 15 dias.

Após o voto do deputado estadual Alexandre Freitas (Novo), que formou maioria qualificada no Tribunal Misto para que Wilson Witzel (PSC) sofresse o impeachment, o ex-juiz federal disse à CNN se sentir injustiçado pelo colegiado.

O governador afastado não compareceu à sessão, onde foi representado por dois advogados, e acompanhou on-line o julgamento de sua residência, no Grajaú, zona norte da capital fluminense.

Com o julgamento ainda em andamento, quando a desembargadora Inês da Trindade, oitava a votar, proferia seu voto, Witzel disse que o momento era de estar em família. Ele mora na mesma casa desde 2002. Uma construção simples, de dois pavimentos, foi erguida no casamento anterior, mas ficou com o ex-magistrado após o divórcio.

Foi para lá que Witzel voltou depois que o Tribunal Especial Misto decidiu que, na condição de governador afastado, não poderia continuar a residir no Palácio Laranjeiras, e que seu salário seria reduzido em um terço.

Na ocasião, a defesa chegou a recorrer, reivindicando o direito de morar na residência oficial, por questões de segurança. O pedido, no entanto, acabaria rejeitado pelo Tribunal de Justiça.