Bolsonaro volta a defender voto impresso nas eleições de 2022

Bolsonaro também elogiou seu próprio governo e disse que sua administração vai deixar saudades quando chegar ao fim

Gregory Prudenciano, da CNN, em São Paulo
12 de maio de 2021 às 17:50 | Atualizado 12 de maio de 2021 às 17:52

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender que as eleições de 2022 tenham o voto impresso como forma adicional de auditar o pleito. A defesa foi feita em discurso proferido em Brasília nesta quarta-feira (12), em evento da Caixa Econômica Federal. No ano que vem, Bolsonaro deve concorrer à reeleição.

"Tenho certeza que nas urnas de 22, com o voto auditável aprovado por vocês, tendo à frente a Bia Kicis, não teremos mais dúvida, não pairará qualquer sombra de dúvida na cabeça de qualquer cidadão brasileiro se o processo foi conduzido com lisura ou não", afirmou o presidente, se dirigindo a parlamentares presentes e citando nominalmente Bia Kicis (PSL-DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. 

"E digo mais: se o parlamento brasileiro promulgar, teremos voto impresso em 22. Se vocês promulgarem até o início de outubro deste ano, teremos voto impresso em 22. Ninguém passará por cima da decisão do parlamento brasileiro. Chega de sermos atropelados", completou. 

Bolsonaro também elogiou seu próprio governo e disse que sua administração vai deixar saudades quando chegar ao fim. O presidente disse que nomeou "ministros sem malícia" e é mais fácil "fazer a coisa errada" do que a "coisa certa", sem especificar a que se referia. 

"Tenho certeza, [temos] um governo que, no futuro, não sei se em 2022 ou em 2026, vai deixar saudades pelo perfil das pessoas que passaram por ele", disse o presidente. 

Bolsonaro também fez elogios ao parlamento brasileiro e chamou os deputados do PSL de "minha ex-bancada". Para o presidente, "o parlamento que está aí já é melhor do que o anterior". 

Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro
Foto: Mateus Bonomi/Agif - Agência De Fotografia/Estadão Conteúdo

'Só Deus me tira daqui'

O presidente lamentou a pandemia de Covid-19, a qual chamou de "castigo para o mundo todo" que levou seu governo a "fazer o que pode". 

No mesmo dia em que o relator da CPI da Pandemia, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), pediu a prisão do ex-secretário especial de Comunicação do governo, Fabio Wajngarten, Bolsonaro disse que "os que não fizeram nada [contra a pandemia] agora querem atrapalhar o governo". 

Bolsonaro disse que acredita nas instituições e que não teme "absolutamente nada", mas ressaltou: "só Deus me tira daqui". "Não queremos desafiar ninguém, respeito os demais, mas vão nos respeitar", concluiu.