G7 estabelece 2 linhas de investigação para a sequência da CPI da Pandemia

Prevaricação para comprar vacinas e a possível existência de um gabinete de aconselhamento paralelo do governo federal serão focos no futuro da CPI

Da CNN, em São Paulo
13 de maio de 2021 às 17:07 | Atualizado 13 de maio de 2021 às 17:12

Após o final da segunda semana de oitivas na CPI da Pandemia, o G7 - grupo de parlamentares independentes e de oposição que formam a maioria da comissão - estabeleceu duas linhas que vão nortear os trabalhos nos próximos depoimentos: a possibilidade de prevaricação do governo federal e a possível existência de um gabinete de aconselhamento paralelo. As informações são da âncora da CNN Daniela Lima.

Depois do depoimento do ex-CEO da Pfizer no Brasil Carlos Murillo, no qual ele afirmou que o governo brasileiro demorou meses para responder cartas da empresa sobre a compra de vacinas, alguns senadores da CPI querem investigar o crime de prevaricação pelo governo federal, que teria deixado de fazer o que deveria ao se eximir e não tratar como prioridade a compra de vacinas. 

O G7 entende que esse caminho está documentado e, por isso, será um dos focos das próximas audiências.

Outra linha será a investigação sobre a existência de um gabinete de aconselhamento paralelo no governo federal, teoria que ganhou força com a confirmação da presença do vereador Carlos Bolsonaro em uma reunião da Pfizer com autoridades brasileiras.

A CPI quer entender se a estrutura do governo foi usada para disseminar desinformação e desestimular a vacinação.

As duas linhas de investigação podem se encontrar em algum momento, com a tese de que o governo não quis investir com celeridade em vacinas e atuou em outra ponta para ampliar a desconfiança da população nos imunizantes, além da crença de que haveria um remédio para suprir a ausência de vacinas, no caso a cloroquina.

O presidente da CPI da Covid Omar Aziz (PSD-AM) e senadores em coletiva após a sessão com o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich (05.mai.2021)
Foto: Reprodução / CNN