Anvisa aprova uso emergencial de novo coquetel de anticorpos contra Covid-19

Em abril, agência já havia permitido associação de outros anticorpos, produzidos pelas farmacêuticas Regeneron e Roche

Anna Satie, da CNN em São Paulo
13 de maio de 2021 às 16:00 | Atualizado 13 de maio de 2021 às 19:26

 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quinta-feira (13), em reunião da diretoria colegiada, o uso emergencial de um novo coquetel de anticorpos no tratamento da Covid-19. É a associação do banlanivimabe e etesevimabe, produzidos pela farmacêutica Eli Lilly. 

De acordo com o órgão, essas substâncias produzidas em laboratório são indicadas em casos leves e moderados da doença, em pessoas que tenham mais de 12 anos e pesem mais que 40 quilos, em terapia intravenosa. 

"Esses pacientes devem apresentar ainda alto risco de progressão da doença para a forma grave ou que possa levar à necessidade de internação. A associação não deve ser usada em pacientes que já estejam hospitalizados com Covid-19 ou que necessitem de oxigênio ou ventilação mecânica", orientou a Anvisa em comunicado, acrescentando que o coquetel não poderá ser adquirido em farmácias e que a autorização é apenas para uso hospitalar.

 A agência indicou ainda que a inclusão do tratamento no SUS (Sistema Único de Saúde) depende da avaliação do Ministério da Saúde. 

Esse é o segundo coquetel de anticorpos monoclonais aprovado pela agência. Em abril, o casirivimabe e o imdevimabe, das empresas Regeneron e Roche, receberam a mesma autorização. Esse tratamento, porém, é de alto custo. 

Nos Estados Unidos, por exemplo, um acordo da farmacêutica Regeneron com o governo norte-americano previa o fornecimento de 300 mil doses pelo valor mínimo de US$ 450 milhões, ou US$ 1.500 por dose (R$ 7.951). Caso fossem tratados apenas 70 mil pacientes, esse valor poderia chegar a US$ 6.500 por dose (R$ 34.458).

Esse é o terceiro medicamento aproado no Brasil contra a Covid-19. Além dos coquetéis de anticorpos monoclonais, a Anvisa aprovou em março o antiviral Remdesivir.

Tubo contendo anticorpos que podem ser usados em tratamento contra novo coronavírus em universidade em Pequim, China
Foto: Thomas Peter/Reuters (30.mar.2020)

(*Com informações de Lucas Rocha, da CNN em São Paulo).