'Pazuello chega à CPI em situação crítica', diz Humberto Costa à CNN

General do Exército foi o ministro que por mais tempo ficou na pasta durante o enfrentamento da Covid-19, entre maio de 2020 e março de 2021

Produzido por Rudá Moreira e Gustavo Zucchi, da CNN em Brasília
19 de maio de 2021 às 08:40

O senador Humberto Costa (PT-PE), titular da CPI da Pandemia, acredita que a situação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello na comissão é “bastante crítica”. A oitiva de Pazuello acontece nesta quarta-feira (19). Ele foi o ministro que por mais tempo ficou na pasta durante o enfrentamento de Covid-19, entre maio de 2020 e março de 2021.

“Vamos trabalhar aqueles pontos que fazem parte do objeto principal da CPI, entre eles o tema da falta de oxigênio, da crise da Covid-19 em Manaus, a temática da aquisição das vacinas, de testes, de tudo aquilo que aconteceu no período em que Pazuello esteve à frente da pasta da Saúde”, disse Costa, em entrevista à CNN.

“É um depoimento muito esperado. Todos os depoentes que até agora estiveram lá tiveram a preocupação de responsabilizar o Ministério da Saúde pela grande quantidade de problemas que tivemos nesse período, de modo que ele chega em uma situação bastante crítica.”

Senador Humberto Costa (PT-PE), titular da CPI da Pandemia
Foto: CNN Brasil (19.mai.2021)

Habeas corpus

Questionado sobre o habeas corpus concedido a Pazuello pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e como isso vai atrapalhar os trabalhos da CPI, o senador petista afirmou que, sem dúvida, a decisão os coloca em um “problema sério”.

Entretanto, disse ele, Pazuello terá de responder outras questões. “O Supremo também foi muito claro no momento que disse que tudo aquilo que [Pazuello] disser a respeito de outras pessoas, e também tudo aquilo que não fizer parte das dezenas de inquéritos e processos que responde, será obrigado a responder. E com isso eu acredito que nós vamos conseguir efetivamente ter muitas informações importantes para elaboração do nosso relatório.”

Na terça-feira (18), o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, negou o pedido de habeas corpus feito por Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde. Assim como Pazuello, ela solicitou o direito de não responder às perguntas feitas durante sua oitiva na comissão.