Relembre os fatos e declarações mais importantes da CPI da Pandemia

Confira os principais fatos dos dias de sessão da CPI da Pandemia no Senado

Renato Barcellos, da CNN, em São Paulo
19 de maio de 2021 às 04:30 | Atualizado 15 de julho de 2021 às 21:14
Senadores Randolfe Rodrigues, Omar Aziz e Renan Calheiros
Senadores Randolfe Rodrigues, Omar Aziz e Renan Calheiros
Foto: Pedro França/Agência Senado

A CPI da Pandemia encerrou nesta quinta-feira (15) a décima primeira semana de trabalhos e só retornará ao Senado Federal no dia 3 de agosto, após o recesso parlamentar. Ao todo, a CPI já ouviu 33 pessoas.

A semana começou com a expectativa do depoimento da diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, na terça-feira (13).

A funcionária da Precisa chegou ao Senado amparada por um habeas corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, que permitia que ela ficasse em silêncio sobre questões que pudessem incriminá-la.

Depois que a depoente se recusou a responder perguntas simples, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), decidiu por suspender a sessão para verificar junto a Fux quais os limites do silêncio da depoente.

Cerca de seis horas após a paralisação, Fux acolheu parcialmente os embargos de declaração da CPI da Pandemia e da defesa de Emanuela Medrades. O ministro reafirmou o direito da diretora da Precisa de ficar em silêncio.

Por volta de 19h50, a sessão foi retomada, mas encerrada pouco tempo depois, visto que Medrades alegou exaustão diante das perguntas dos senadores.

Dessa forma, Aziz transferiu a oitiva com a depoente para quarta-feira (14), data em que estava previsto o depoimento de Francisco Maximiano, representante oficial da Davati Medical Supply no Brasil. Inicialmente, a oitiva com o vendedor de vacinas foi mantida.

Ao longo do depoimento de Medrades na quarta, Aziz decidiu por adiar o depoimento de Maximiano para agosto, visto que o número de senadores inscritos para questionar a depoente era grande e a ordem do dia no plenário do Senado se aproximava.

Depoimento de Cristiano Carvalho

Nesta quinta-feira (15), Cristiano Carvalho prestou depoimento à CPI e afirmou que foi alertado pelo policial militar Luiz Paulo Dominghetti sobre um pedido de "comissionamento" na compra dos imunizantes da farmacêutica inglesa AstraZeneca.

Segundo o representante da Davati, ele não estava no momento em que a propina foi solicitada, mas ressaltou que foi informado que a proposta partiu do "grupo do Blanco". Carvalho se referia a pessoas ligadas ao ex-assessor do Ministério da Saúde Coronel Marcelo Blanco.

Ainda de acordo com Carvalho, havia dois grupos atuando no Ministério da Saúde. Um deles era liderado pelo ex-secretário-executivo da pasta Élcio Franco, o outro pelo ex-diretor de Logística Roberto Dias. O coronel Blanco atuava junto ao grupo de Dias.

Cristiano Carvalho ressaltou acreditar que a turma de Franco não sabia o que era tratado pelo grupo de Blanco. Dessa forma, com o objetivo de driblar o "comissionamento", a Davati procurou Élcio Franco.

Nos dias anteriores de oitivas, a CPI ouviu outros 31 personagens:

Relembre os principais destaques da CPI: