O que pode mudar se o Congresso aprovar proposta de voto impresso em eleições

Da CNN, em São Paulo
21 de maio de 2021 às 04:30 | Atualizado 21 de maio de 2021 às 15:29

Desde o último dia 13, a possibilidade do voto impresso nas eleições de 2022 começou a se desenhar como uma possibilidade. Em uma comissão especial formada por uma maioria governista -- 18 entre 28 deputados -- o Projeto de Emenda Constitucional 135/19, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), começou a ser discutido na Câmara. A proposta da deputada não prevê a eliminação da urna eletrônica no processo eleitoral, mas a adição do voto impresso simultâneo, de forma que o eleitor possa conferir o voto dado e que o papel fique guardado, em uma urna, para auditoria. Para o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mudar para o voto impresso "seria inútil" para conter o discurso de fraude e ainda geraria um custo na casa dos R$ 2 bilhões para os cofres públicos.

Neste episódio do E Tem Mais, Monalisa Perrone fala sobre a proposta do voto impresso discutida na Câmara. Ao lado do analista de política da CNN Gustavo Uribe, que acompanha os bastidores da comissão em Brasília, Monalisa discute as reações do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE e fala da busca por um possível consenso. Na segunda parte do episódio, participa o pesquisador Mário Gazziro, professor da Universidade Federal do ABC e membro do comitê de tecnologias eleitorais da Sociedade Brasileira de Computação. Ele fala de pontos sensíveis da proposta, da discussão sobre possíveis violações do sigilo do voto e da possibilidade de auditoria, que também já existe com as urnas eletrônicas.

Protótipo de urna eletrônica com impressora acoplada
Foto: Nelson Jr./TSE

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