Defesa de Lula pede que STF marque julgamento sobre parcialidade de Sergio Moro

Cabe ao presidente do STF, Luiz Fux, marcar a data para que o julgamento seja retomado

Gabriela Coelho, da CNN em Brasília
26 de maio de 2021 às 20:49
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Amanda Perobelli/Reuters

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta quarta-feira (26) que o Supremo Tribunal Federal (STF) retome o julgamento do recurso que discute a validade da decisão da Segunda Turma sobre a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no caso do tríplex do Guarujá. Cabe ao presidente do STF, Luiz Fux, marcar a data para que o julgamento seja retomado. Ainda não há uma definição de quando isso vai acontecer.

Segundo a defesa, quatro processos no âmbito da operação Lava Jato, que tramitavam em Curitiba, já chegaram na Justiça do Distrito Federal e dependem dessa decisão para tramitarem. Os processos são sobre o tríplex do Guarujá, sítio de Atibaia, doações ao Instituto Lula e a compra de um terreno para a construção da nova sede do instituto.

“Além disso, o Regimento Interno desta Colenda Corte, em seu artigo 134, prescreve que: O ministro que pedir vista dos autos deverá apresentá-los, para prosseguimento da votação, no prazo de trinta dias, contado da data da publicação da ata de julgamento”, diz a defesa de Lula. 

Em 29 de abril, o ministro Marco Aurélio pediu vista - mais tempo para analisar o caso - e interrompeu o debate após o plenário formar maioria e fixar que a Segunda Turma poderia ter julgado o habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente. O ministro devolveu o processo para ser retomado uma semana depois. 

O placar do julgamento está em 7 a 2. Além de Marco Aurélio, Fux ainda precisa se manifestar. Na prática, não há mais como reverter a decisão que declarou Moro suspeito ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex do Guarujá.