Fábio Faria rebate Dimas Covas e diz que CPI deve beneficiar Bolsonaro

"Nós compramos vacinas, nós fizemos o nosso dever de casa”, disse o ministro das Comunicações à CNN

Da CNN, em São Paulo
27 de maio de 2021 às 19:57 | Atualizado 27 de maio de 2021 às 22:00

Em entrevista exclusiva à CNN, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que o maior beneficiário com a CPI da Pandemia é o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Na avaliação do ministro, quando algum membro do governo federal é convocado para prestar depoimento à comissão, sempre há uma agência de checagens de fatos, o que não acontece quando a oitiva é com alguém da oposição.

“Quando vai alguém do governo, tem uma lista de checagem se a pessoa que falou aquilo era verdade ou não. Quando vai alguém da oposição, zero. A população começa a enxergar isso. Quando há um exagero muito grande, acaba sendo bom para o governo. O maior beneficiário com a CPI, desde o começo eu disse isso, será o governo Jair Bolsonaro, porque ele não tem nenhum desvio de recurso, foi feito tudo como era pra fazer, nós compramos vacinas, nós fizemos o nosso dever de casa”, disse.

Fábio Faria também refutou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, que durante depoimento à CPI nesta quinta-feira (27) afirmou que não recebeu apoio financeiro do governo federal.

Segundo o ministro, 100% das vacinas fabricadas pelo Butantan são compradas pelo governo federal “há décadas”. “Até hoje, não tem uma vacina que foi aplicada no braço de um brasileiro que não tenha sido paga e adquirida pelo governo federal”, ressaltou.

Vacinação em novembro de 2020

Além de Dimas Covas, o ministro das Comunicações também rebateu uma fala do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta à CPI. Na ocasião, o médico ortopedista disse que o Brasil poderia ter iniciado a imunização da população ainda em novembro de 2020.

Para Faria, no entanto, Mandetta “mentiu” ao fazer a afirmação, visto que a primeira dose aplicada no mundo foi em dezembro.

“Nós vimos ele mentir na CPI. O ex-ministro Mandetta que disse que o Brasil poderia ter vacinado em novembro. Nenhum país do mundo vacinou em novembro. O primeiro país vacinou em dezembro e nós começamos a vacinar em janeiro”, ressaltou

Não existe nenhum remédio para curar a Covid-19

O ministro Fábio Faria também afirmou que não existe remédio que cure a Covid-19. Para ele, parte da população faz o uso de alguns fármacos visando aumentar a imunidade.

"Uma coisa é clara: não existe nenhum remédio para curar a Covid. Nenhum. Tem gente que toma vitamina C, vitamina D, vitamina A, mas não é para curar a Covid. Tem gente que acredita que aumenta a imunidade", explicou.