Integrantes da CPI dizem que Copa América no Brasil é ‘insanidade’

Senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Humberto Costa (PT-PE) analisam ‘medidas jurídicas’ para o país não receber o torneio

Renata Agostini
Por Renata Agostini, CNN  
31 de maio de 2021 às 13:48
Logo da Copa América 2021
Logo da Copa América 2021
Foto: Divulgação/Conmebol

Integrantes da CPI da Pandemia, os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Humberto Costa (PT-PE) classificaram a decisão de sediar a Copa América no Brasil, anunciada pela Conmebol, como “uma insanidade”. O governo federal ainda não se manifestou oficialmente.

Costa disse que seu partido avalia medidas jurídicas para impedir que o evento aconteça e que os senadores devem usar CPI como instrumento de pressão. “É criminoso resolvermos adotar esse evento”, disse à CNN.

“Estão brincando com a saúde do povo brasileiro”, disse o Otto Alencar, que é médico. Os dois compõe o grupo majoritário da CPI, formado por oposicionistas e independentes.

“Se o ministro da Saúde e o presidente da República tomam essa decisão, é estimular a aglomeração de pessoas que vem de fora com outras variantes. Muito danoso à saúde. Pessoas virão de países que ainda não estão com cobertura vacinal mínima e razoável”, disse Otto Alencar.
Segundo ele, trata-se de um fato novo e o grupo ainda avaliará se poderá ser abordado.

A decisão surge, porém, num momento em que o grupo decidiu antecipar o depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, como a CNN informou neste domingo, 30.

“É uma decisão temerária. Inaceitável que o Brasil na proximidade de completar 500 mil mortos sedie evento que não somente vai mobilizar muitas pessoas, mas exige infraestrutura do sistema de transporte e do sistema de saúde, que neste momento está inteiramente esgotado. As exigências dos protocolos da Conmebol vão fazer com que hospitais tenham de ficar à disposição do evento, ambulâncias, corpo médico também. Numa situação que está faltando isso para a maioria da população”, afirmou Costa.

“Se as autoridades sanitárias autorizam isso, é para acabar de liquidar. Isso só atende aos interesses econômicos”, disse Otto.