Por 2022, Lula planeja iniciar pelo Nordeste périplo pelo país

Pelo cronograma discutido pelo PT, as viagens do ex-presidente terão início a partir do final de julho e serão focadas na defesa da vacina e no combate à fome

Gustavo Uribe
Por Gustavo Uribe, CNN  
31 de maio de 2021 às 06:38 | Atualizado 31 de maio de 2021 às 08:14
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Com a possibilidade de concorrer ao comando do Palácio do Planalto em 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja uma série de viagens pelo país em defesa da vacinação contra o coronavírus e na adoção de políticas sociais para o combate à pobreza.

O cronograma discutido por dirigentes petistas é de que o périplo tenha início a partir do final de julho na Região Nordeste, onde o PT teve o melhor desempenho eleitoral na disputa presidencial de 2018, que elegeu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Para evitar aglomerações, a agenda de encontros do petista não será divulgada. A ideia é de que ele participe de reuniões pequenas e fechadas, respeitando as orientações de distanciamento social da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Segundo a CNN apurou, o foco inicial será encontros com representantes de movimentos sociais e do setor empresarial. Os dirigentes do partido têm defendido que sejam reuniões pequenas, justamente para evitar a crítica de que o petista não tem respeitado as normas de saúde.

Nas últimas semanas, Bolsonaro tem intensificado viagens oficiais à Região Nordeste, justamente na tentativa de avançar sobre um eleitorado que, segundo pesquisas de opinião, apresenta maior rejeição ao atual governo na comparação a outras regiões do país.

Para fazer um contraponto ao atual presidente, Lula tem defendido a necessidade da adoção de um auxílio emergencial de R$ 600. A média atual do benefício, pago em quatro parcelas, é de R$ 250.

Para dar continuidade ao benefício social, já que a previsão é de que a pandemia se arraste pelo menos até o final do ano, o governo federal tem preparado uma reformulação do Bolsa Família, elevando a média de pagamento de R$ 190 para R$ 250 e aumentando o número de famílias beneficiadas.