Governador do Amazonas pede ao STF para não depor ou ficar em silêncio na CPI

Defesa de Wilson Lima entrou com pedido de habeas corpus preventivo

Anna Satie, da CNN, em São Paulo
08 de junho de 2021 às 15:10 | Atualizado 08 de junho de 2021 às 19:01

A defesa do governador Wilson Lima (PSC) entrou com um pedido de habeas corpus preventivo junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que ele não compareça ou fique em silêncio durante depoimento à CPI da Pandemia

A oitiva de Lima está prevista para esta quinta-feira (10) e será a primeira de um gestor estadual.  Inicialmente, ele seria ouvido no dia 29, mas o depoimento foi antecipado após uma operação da Polícia Federal no Amazonas na semana passada, que investiga supostos desvios de recursos da Saúde.

No texto, o advogado Antônio Nabor Areias Bulhões argumenta que a convocação do governador é inconstitucional, pois feriria a "regra de não intervenção federal nos estados". Ele continua que, caso fosse possível a convocação, ela não deveria ser compulsória, e, se for, ele deveria ter direito ao silêncio. 

O documento diz que, se comparecesse, Lima ainda teria "o direito ao silêncio, vale dizer, o direito de o paciente não responder a indagações sobre as matérias que são objeto de investigações criminais e de não ser indagado sobre elas como tática perversa de exposição e execração do convocado, como se tornou prática cruel e corriqueira em CPIs no Congresso Nacional".

Em maio, o ministro Ricardo Lewandowski concedeu um habeas corpus semelhante ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e atendeu parcialmente a um pedido igual da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC)
Foto: Secretaria de Educação do Amazonas