Bolsonaro pressiona Queiroga e mira discurso eleitoral ao falar sobre máscaras

Estratégia política do presidente em declarações sobre a pandemia foi um dos temas do novo episódio do podcast Horário de Brasília

Renata Agostini
Daniela Lima
11 de junho de 2021 às 14:32 | Atualizado 11 de junho de 2021 às 18:01

O presidente Jair Bolsonaro dobrou a aposta no discurso que nega a grave situação da pandemia no país ao defender o fim do uso de máscaras e colocou sob pressão o seu quarto ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. As falas do presidente ao longo desta semana mostram que a campanha eleitoral está em pleno curso, um ano antes do pleito.

Queiroga, que chegou ao cargo defendendo uma "pátria de máscaras", teve de fazer uma ginástica retórica para justificar a fala do presidente, que pediu a ele um parecer para desobrigar vacinados e quem já teve a doença a usar máscara. O ministro saiu-se com a justificativa de que se trata de medida ainda em estudo e que o presidente "está preocupado" com pesquisas relacionadas à doença.

As declarações do presidente e a reação do ministro da Saúde foram um dos temas do episódio desta sexta-feira (11) do podcast Horário de Brasília. Na manhã desta sexta, Bolsonaro voltou a falar sobre o uso de máscaras e disse que a decisão final sobre o fim da obrigatoriedade caberá a Queiroga e aos governadores e prefeitos.

Mas, além de tentar elevar o descrédito a medidas de proteção ao vírus, a estratégia colocada em prática na última semana por Bolsonaro inclui duvidar do número crescente de vítimas da Covid-19. O país deve alcançar a marca de meio milhão de mortos pela doença nos próximos dias.

Com isso, Bolsonaro dá a tônica que deve ser usada a partir de agora, já mirando o palanque eleitoral, quando seus rivais vão jogar luz sobre a trágica fatura da crise e os erros do governo no enfrentamento da pandemia.

Diante da realidade que se impõe e do número crescente de mortos, Bolsonaro parece indicar que não basta mais dizer que se trata de "gripezinha" ou que sua oposição a medidas de restrição serve para que as pessoas não morram de fome. O presidente busca questionar a própria realidade, afirmando que os números são inflados, sem apresentar qualquer prova disso. O objetivo é claro: dizer que, como ele vaticinou lá atrás, não morreu tanta gente assim de Covid.

Apresentado por Daniela Lima e Renata Agostini, o Horário de Brasília é transmitido ao vivo e com vídeo no site da CNN Brasil e no canal da emissora no YouTube, às sextas-feiras, a partir de 12h30. Depois, os episódios podem ser acessados on demand nas principais plataformas de podcast: Apple Podcasts, Spotify, Amazon Podcasts e Deezer.

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Horário de Brasília ao vivo, com Daniela Lima e Renata Agostini
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