Doria confirma que disputará prévias para ser candidato à Presidência em 2022

A votação interna do PSDB para escolher quem disputará a eleição contra Jair Bolsonaro está prevista para novembro

Renata Agostini
Por Renata Agostini, CNN  
15 de junho de 2021 às 18:52 | Atualizado 15 de junho de 2021 às 21:23

 O governador de São Paulo, João Doria, confirmou à CNN que disputará as prévias do PSDB para ser candidato à Presidência em 2022. O tucano oficializa assim um movimento esperado por correligionários e também por seus adversários políticos.

A votação interna do partido para escolher quem disputará a eleição contra Jair Bolsonaro (sem partido) está prevista para novembro. Doria deve disputar com nomes como o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio.

A confirmação de Doria vem após o PSDB selar em definitivo as regras para a votação. A Executiva Nacional da legenda rejeitou nesta terça-feira (15) proposta para aumentar o peso dos filiados nas prévias. A alteração era defendida justamente por aliados de Doria. 

Ficou decidido, então, que a escolha dependerá do desempenho dos candidatos em quatro grupos, cada um com igual peso: 

  • filiados
  • prefeitos e vice-prefeitos
  • vereadores, deputados estaduais e distritais 
  • governadores, vice-governadores, ex-presidentes, deputados federais, senadores e o atual presidente do partido

A decisão de Doria de buscar a eleição presidencial já era indicada pelo governador nos bastidores, mas ficou evidente quando o seu vice-governador, Rodrigo Garcia, deixou o DEM para se juntar ao PSDB e anunciou que ele também disputará prévias para ser o candidato tucano ao governo de São Paulo no próximo pleito.

Governador João Doria (PSDB) pretende disputar a Presidência no pleito de 2022
Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Doria, que era empresário, entrou para a política em 2016, quando foi eleito em primeiro turno para a Prefeitura de São Paulo. Sem conseguir apoio do partido para disputar a eleição presidencial, deixou a gestão municipal no meio do mandato para concorrer ao governo de São Paulo. Venceu em 2018 no segundo turno.