Bolsonaro avalia três nomes de carreira para comando da AGU

O presidente sinalizou que não tem pressa para escolher o substituto de André Mendonça, indicado para assumir uma vaga no STF

Gustavo Uribe
Por Gustavo Uribe, CNN  
14 de julho de 2021 às 06:41
AGU
Sede da Advocacia-Geral da União em Brasília
Foto: Reprodução/ Agência Brasil

Com a indicação do nome de André Mendonça para o STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem avaliado o nome de servidores de carreira para assumir o comando da AGU (Advocacia-Geral da União).

Segundo relatos feitos à CNN, três nomes são discutidos com o presidente desde segunda-feira (12). De acordo com assessores palacianos, dois deles contam com o apoio de integrantes da própria pasta e um deles tem respaldo de integrantes do bloco do centrão, que forma a base de apoio do governo federal no Congresso Nacional.

Em conversas reservadas, o presidente sinalizou que não tem pressa em escolher um nome e que a intenção é de que seja feita uma transição tranquila, já que a sabatina de André Mendonça no Senado Federal deve ser realizada apenas em agosto.

Nas sugestões feitas a Bolsonaro, figuram os nomes do atual adjunto do advogado-geral da União, Tercio Tokano, e da secretária-geral de contencioso, Izabel Vinchon. Os dois, segundo integrantes da pasta, contam com a simpatia de André Mendonça.

Além deles, tem sido defendido ao presidente a nomeação para o cargo do advogado da União Sérgio Tapety, que hoje atua na consultoria jurídica do Ministério do Meio Ambiente. Ele conta, segundo assessores palacianos, com o apoio de integrantes da base aliada no Congresso Nacional.

O presidente oficializou nesta terça-feira (13) a indicação de Mendonça após a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello. A indicação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Até que o nome seja avaliado pelo Senado Federal, a quem cabe aprovar ou não os indicados, Mendonça seguirá no seu atual cargo.

A expectativa é que o titular da AGU só tenha o nome votado pelos parlamentares após o recesso parlamentar, em agosto.