Com novas frentes de investigação, CPI vai requisitar reforços à PF e ao MP

Os próximos passos da investigação no Senado foram um dos temas do episódio desta sexta-feira (16) do podcast Horário de Brasília

Rachel Vargas e Renata Agostini, da CNN, em Brasília
16 de julho de 2021 às 14:03 | Atualizado 16 de julho de 2021 às 17:01

Os senadores da CPI da Pandemia já têm um plano para o retorno aos trabalhos em agosto e, diante das novas frentes de investigação que pretendem inaugurar, irão pedir reforços. A ideia é solicitar mais duas equipes da Polícia Federal e, pelo menos, mais um procurador do Ministério Público, de acordo com o relator da comissão, senador Renan Calheiros.

Os próximos passos da investigação no Senado foram um dos temas do episódio desta sexta-feira (16) do podcast Horário de Brasília.

A cúpula da CPI avalia que, diante da quantidade de informação coletada e que aumenta a cada dia, o número de especialistas que se dedica ao material atualmente está reduzido. A comissão já reuniu cerca de um terabyte de informação. Esse acervo foi construído porque, ao longo da primeira etapa da comissão, foram coletados 33 depoimentos, produzidos mais de 1.000 requerimentos e cerca de 1.300 ofícios.

Para ajudar na análise desse material, a CPI tem o apoio de auditores do Tribunal de Contas da União, Receita Federal e Banco Central, além de um procurador e uma equipe da PF.

Eles entendem, no entanto, que é necessário aumentar o grupo para dar conta da demanda. Isso porque, além de analisar o material já coletado, a intenção da CPI é abrir novas linhas de apuração assim que as sessões forem retomadas, em duas semanas.

Uma delas será explorar a conexão do que está sendo investigado na CPI da Pandemia com achados da CPMI das Fake News. Na mira, por exemplo, estão os integrantes do Instituto Força Brasil. O presidente da entidade, coronel Hélcio Bruno, facilitou um encontro do então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, com representantes da Davati, que tentavam fechar um negócio bilionário com a pasta.

A cúpula da CPI deve aprovar a convocação dele e também e do vice-presidente da entidade, Otávio Fakhoury, tão logo os trabalhos de reiniciem.

Senadores do grupo majoritário, que antes advogavam pela continuidade dos trabalhos da CPI, veem agora o recesso como uma "pausa estratégica" para a comissão. Além de mergulhar nos documentos, há previsão de encontros com possíveis colaboradores para incrementar a retomada das sessões.

Conversas já foram agendadas com parlamentares estrangeiros, que entraram em contato com a CPI e dizem ter conteúdo para contribuir, acrescentando informações sobre atividades no exterior de alvos da comissão. Também há possibilidade de agenda com representantes do ex-governador do Rio Wilson Witzel, que prometeu entregar elementos sobre uma suposta ligação do senador Flávio Bolsonaro com o controle de hospitais federais no Rio.

Com apresentação de Renata Agostini, o Horário de Brasília conta nesta sexta com uma convidada especial: a repórter Rachel Vargas – Daniela Lima estará de volta na semana que vem. O podcast é transmitido ao vivo e com vídeo no site da CNN Brasil e no canal da emissora no YouTube, às sextas-feiras, a partir de 12h30. Depois, os episódios podem ser acessados on demand nas principais plataformas de podcast: Apple Podcasts, Spotify, Amazon Podcasts e Deezer.

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