Nogueira na Casa Civil é bom para o governo na CPI, avalia suplente da comissão

Para Marcos do Val, rotina do Planalto também ganha; gaúcho Luís Carlos Heinze diz que assume como titular

Chico Prado, da CNN, em Brasília
21 de julho de 2021 às 16:06 | Atualizado 21 de julho de 2021 às 17:59

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) disse à CNN que a provável ida do colega Ciro Nogueira (PP-PI) para o comando da Casa Civil é uma boa notícia, tanto para a rotina do Palácio do Planalto, como para a defesa do governo na CPI da Pandemia.

“O Ciro já não estava tão ativo na CPI há algum tempo. Se o convite (para a Casa Civil) fosse feito ao Marcos Rogério (DEM-RO), não seria bom para o governo porque ele é o mais atuante na CPI.”

A CNN procurou o senador Luís Carlos Heinze (PP-RS), outro suplente da CPI, do mesmo partido que Ciro Nogueira. O Gaúcho confirmou que vai assumir a cadeira do colega.

 

“Eu já o substituía porque ele não era muito presente na comissão. Cheguei a ficar dez dias no lugar dele e votar no lugar dele. Eu conversei com a Daniella (Ribeiro, líder do PP no Senado) e agora fico de vez na vaga.”

A CNN também procurou Daniella Ribeiro, que confirmou Heinze como titular. Segundo ela, ainda falta definir quem assumirá como suplente no lugar do senador gaúcho.

Para Marcos do Val, suplente da ala governista da comissão, é natural que o próprio PP de Nogueira indique um substituto para ocupar a vaga de titular do senador pelo Piauí.

“Vai ser melhor, inclusive, porque pode vir alguém que faça uma defesa mais aguerrida das ações do Planalto.”

O presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), e o relator Renan Calheiros (MDB-AL) no início da sessão que ouve o deputado Osmar Terra (MDB-RS) desta terça-feira (22)
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O senador capixaba defende que os suplentes continuem na segunda linha, “um braço auxiliar dos titulares.”

Relação com o Senado pode melhorar

O senador Marcos do Val viu com entusiasmo a possível ida de Ciro Nogueira para a Casa Civil do governo.

“Ciro é bom articulador e vai ajudar a distensionar a relação do Senado com o Planalto, que está precisando melhorar.”

Do Val lembrou o episódio de agosto do ano passado, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes,  disse que o Senado tinha cometido “um crime contra o pais”, durante votação que derrubou um veto do presidente Jair Bolsonaro e permitiu o reajuste salarial para algumas categorias de servidores públicos até o fim de 2021.

“O líder (do governo no Senado) Fernando Bezerra (MDB-PE) faz um bom trabalho, mas muito solitário e mais na linha do histórico daquilo que o governo tem feito durante a pandemia. A relação (entre o governo e o Senado) precisa melhorar.”