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    8 de Janeiro: Exército mantém silêncio sobre ataques para evitar politização

    Comandante Tomás Paiva comparecerá ao ato em defesa da democracia, mas não deve fazer declarações

    Militares do Exército Brasileiro
    Militares do Exército Brasileiro Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Jussara Soaresda CNN Brasília

    Um ano após os ataques criminosos de 8 de janeiro, o Exército tem se mantido em silêncio sobre o episódio. A avaliação da cúpula da Força é que qualquer declaração sobre os atos possa reacender uma politização que a instituição tem se esforçado para se afastar.

    O comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva, comparecerá ao ato que ocorrerá na segunda-feira (8) no Senado em defesa da democracia.

    Ele acompanhará o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, junto como os comandantes da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, e da Força Aérea Brasileira (FAB), Marcelo Kanitz Damasceno. Porém, não há previsão que ele dê declarações.

    Tomás Paiva assumiu o Comando do Exército 13 dias após os ataques criminosos de 8 de janeiro com a missão de afastar a política dos quartéis. Ele ascendeu ao topo da carreira em substituição ao general Júlio César Arruda, demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio às desconfianças do Palácio do Planalto com as Forças Armadas.

    Um ano após os ataques, a percepção dos militares é que o Exército tem conseguido reposicionar a imagem, afastando a tese de que apoiavam um golpe e reafirmando que foram fundamentais para garantir a democracia.

    No primeiro aniversário dos ataques às sedes dos Três Poderes, autoridades centrais da República têm revisitado o 8 de janeiro, analisando o que levou aos ataques e as consequências deles. A CNN preparou série de reportagens que será exibida ao longo da próxima semana.

    As Forças Armadas foram alvo de críticas ao longo de todo o governo Jair Bolsonaro. O Exército, em especial, foram cobrados pela permanência dos acampamentos de bolsonaristas em frente as quarteis-generais pedindo uma intervenção militar para evitar a posse do presidente Lula.

    Militares alegam que só uma ordem judicial poderia desmontar os acampamentos, que se montaram após a derrota do Bolsonaro nas urnas em 31 de outubro de 2022.

    Citam ainda que Bolsonaro seguia como presidente e, portanto, comandante em chefe das Forças Armadas. Porém, as instituições garantem, em conversas, que jamais flertaram com um golpe.