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    À CNN, presidente da CPI do MST defende alongar funcionamento da comissão

    Recesso não oficial da Câmara dos Deputados de duas semanas, em julho, deve fazer o prazo diminuir pelo mesmo período

    Deputado Tenente-Coronel Zucco, presidente da CPI do MST
    Deputado Tenente-Coronel Zucco, presidente da CPI do MST Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

    Luciana Amaralda CNN

    em Brasília

    O presidente da CPI do MST, deputado federal Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS), quer prorrogar o prazo de funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara dos Deputados.

    O colegiado apura a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no país e começou a funcionar em meados de maio deste ano. Em princípio, o prazo final é 28 de setembro, de acordo com documento no sistema da Câmara.

    No entanto, o recesso “branco” – por não ter sido oficial – de duas semanas em julho deve fazer o prazo diminuir pelo mesmo período.

    VÍDEO – Dois Lados: CPI do MST tenta criminalizar movimento?

    Zucco disse à CNN ser preciso ter mais tempo para desenvolver os trabalhos e concluir o relatório, a ser elaborado pelo deputado federal Ricardo Salles (PL-SP). Ele quer, pelo menos, mais dois meses, afirmou.

    Por isso, pretende conversar e pedir a prorrogação do prazo ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), no retorno aos trabalhos do Congresso Nacional, nesta semana.

    Zucco argumenta que, além das duas semanas do recesso branco do Parlamento, a CPI do MST não pôde trabalhar como gostaria nos dias antes da pausa.

    Isso devido à votação da reforma tributária na Casa e à possibilidade de que os deputados federais votassem à distância por meio de um aplicativo. Dessa forma, não havia quórum para a realização das reuniões presenciais.

    Próximos depoimentos

    A CPI do MST pretende ouvir o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República general Gonçalves Dias na próxima terça-feira (1º).

    Dias chefiou o GSI de janeiro a abril deste ano. Até março, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), era subordinada ao GSI.

    Ricardo Salles, autor do pedido de convocação de Dias, disse que há relatórios da Abin desde 2019 sobre movimentações do MST e outros grupos.

    A Abin fornecia informações aos estados para que as autoridades de segurança tomassem as devidas providências em caso de invasões, por exemplo, relatou Salles.

    Segundo o parlamentar, no entanto, desde janeiro, não houve mais nenhum envio. Portanto, os deputados querem questionar Dias sobre a questão.

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou que Dias compareça à CPI, mas, se quiser, poderá ficar em silêncio em caso de perguntas que possam incriminá-lo.

    Mendonça também autorizou que Dias seja acompanhado por um advogado e determinou que ele não pode sofrer constrangimentos físicos ou morais.

    A defesa do ex-ministro chegou a acionar o Supremo na tentativa que ele não fosse obrigado a depor. Como convocado, porém, ele é obrigado a comparecer.

    Zucco e Salles afirmam que respeitam a decisão do direito ao silêncio. Entretanto, avaliam que seria bom Dias prestar explicações, tirar dúvidas.

    Na quarta-feira (2), segundo Zucco, a CPI pretende ouvir técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre supostas irregularidades em casos de reforma agrária e repasses do governo federal.

    Ainda, pretendem ouvir o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guiherme Derrite.

    Na quinta-feira (3), querem tomar o depoimento de José Rainha, líder da Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade (FNL).

    Para a segunda semana de agosto, a comissão quer a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e de um dos principais líderes do MST, João Pedro Stédile.

    Veja também: STF mantém presença obrigatória de Gonçalves Dias na CPI do MST