Adultização: placar testa chance de regular big techs

Analista de política Isabel Mega apurou no CNN Novo Dia que proposta que visa proteger crianças e adolescentes em ambientes digitais pode indicar viabilidade de regulação mais ampla das plataformas digitais

Da CNN Brasil
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A Câmara dos Deputados deve analisar nesta quarta-feira (20) o projeto de lei que estabelece mecanismos de proteção para crianças e adolescentes em ambientes digitais. A proposta, de autoria de Alessandro Vieira, é vista como um importante indicador para futuras regulamentações das grandes empresas de tecnologia no Brasil. A informação é de Isabel Mega no CNN Novo Dia.

O texto em discussão aborda questões relacionadas à adultização precoce e crimes contra menores no ambiente digital, alinhando-se com iniciativas que o governo vem desenvolvendo para uma regulação mais abrangente das redes sociais.

Proposta mais ampla em desenvolvimento

O governo federal prepara dois projetos de lei complementares. O primeiro visa estabelecer uma regulação das redes sociais sob a perspectiva do código de defesa do consumidor, funcionando como uma espécie de marco digital. O segundo projeto focará em aspectos econômicos e concorrenciais entre as empresas de tecnologia, com papel central do CADE.

Um dos pontos críticos da proposta governamental é o monitoramento ativo de conteúdos considerados crimes graves, como racismo. As plataformas seriam obrigadas a realizar esse acompanhamento, podendo remover conteúdos mediante denúncia de usuários, sem necessidade de decisão judicial prévia.

A resistência à proposta vem principalmente da oposição, que defende a responsabilização dos usuários em vez das empresas. O tema alinha-se com recentes decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a regulação das redes, especialmente em relação à revisão de pontos do Marco Civil da Internet.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.