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    Advogado de Anderson Torres à CNN: “Não há menor possibilidade de delação premiada”

    Segundo o defensor do ex-ministro, "não há o que ser delatado"; ele está preso preventivamente desde sábado (14)

    Flagra do ex-ministro Anderson Torres na janela do 4ª Batalhão da Polícia Militar no Guará, em Brasília, onde ele está preso desde sábado (14).
    Flagra do ex-ministro Anderson Torres na janela do 4ª Batalhão da Polícia Militar no Guará, em Brasília, onde ele está preso desde sábado (14). Carlos Vieira/Correio Braziliense

    Caio Junqueira

    O advogado de Anderson Torres, Rodrigo Roca, disse à CNN na tarde desta terça-feira (17) não haver qualquer possibilidade de o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal realizar uma delação premiada.

    “Não há a menor possibilidade de delação premiada pelo fato de que não há o que ser delatado”, afirmou. Ele também disse que a defesa não vai se manifestar até ter acesso aos autos da investigação.

    Até o início da noite desta terça-feira, o depoimento de Torres ainda não havia sido agendado.

    A informação que não pretende fazer delação ocorre em meio a rumores de que Torres poderia promover uma delação ou um depoimento que complicasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros integrantes do seu governo.

    Segundo outros interlocutores de Torres, ele teria dito a eles antes de ser preso descartar qualquer possibilidade de acusar Bolsonaro de alguma participação nos atos criminosos de 8 de janeiro.

    Esses interlocutores afirmam por exemplo que Torres pretende dizer não se lembrar quem o entregou a minuta do decreto presidencial determinando um estado de defesa sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele deve dizer que recebia muitos documentos de pessoas diversas, diariamente, tendo em vista seu acesso direto ao então presidente da República.

    Sobre os atos em si do dia 8 de janeiro, ele também disse a aliados antes de ser preso que deixou um plano de procedimentos pronto articulado com outros poderes e que houve um problema de execução que não lhe caberia pela legislação responsabilidade.