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    Advogado de Silveira reluta em fazer teste de Covid-19 e atrasa início de julgamento

    Luiz Fux, presidente da Corte, determinou que fosse enviado ofício à Ordem dos Advogados no Brasil (OAB) para que a conduta do profissional seja analisada

    Deputado Daniel Silveira do lado de fora do STF
    Deputado Daniel Silveira do lado de fora do STF CNN Brasil

    Gabriel Hirabahasida CNN

    em Brasília

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    O advogado do deputado federal Daniel Silveira atrasou o início da sessão nesta quarta-feira (20) após relutar em fazer um teste de Covid-19 para entrar no Supremo.

    O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta tarde a julgar uma ação penal contra o parlamentar. O ministro Alexandre de Moraes é o relator do caso. No início da sessão, o presidente do STF, Luiz Fux, justificou o atraso no início da sessão. Acompanhe o julgamento ao vivo.

    Segundo ele, o advogado inscrito para representar Silveira na sessão se recusou a fazer um teste de Covid-19 e informou que não havia tomado a vacina. Portanto, ele foi impedido de ingressar no STF.

    Fux informou ainda que foi disponibilizado um link para que a sustentação possa ser feita por videoconferência. Depois, o advogado aceitou se submeter ao teste, que foi realizado e teve resultado negativo.

    O presidente da Corte também determinou que fosse enviado ofício à Ordem dos Advogados no Brasil (OAB) para que a conduta do advogado seja analisada.

    Entenda

    Daniel Silveira é réu por ter ameaçado ministros da Corte em vídeos publicados nas redes sociais.

    Silveira chegou a ser detido em fevereiro de 2021 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que acabou autorizando a soltura do parlamentar e fixando medida cautelares em novembro do ano passado.

    Na véspera do julgamento, nesta terça-feira (19), Moraes, que é relator do caso, multou em R$ 10 mil a defesa do parlamentar. A quantia foi determinada pelo magistrado sob o argumento de que os advogados de Silveira ingressaram com uma série de recursos no Supremo apenas com a intenção de protelar os processos.

    Caso seja condenado, o deputado federal se tornará inelegível e não poderá concorrer a uma vaga no Senado, intenção que vem sinalizando nos últimos meses. Silveira chegou ao Supremo nesta quarta por volta das 14h, acompanhado do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

    Apesar de ter ido até a porta do STF, a Corte indeferiu o pedido do parlamentar e decidiu que Silveira não poderá acompanhar o julgamento de dentro do plenário onde os ministros estarão reunidos.

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