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    “Ainda bem que a Boeing teve um desastre e não quis mais a Embraer”, afirmou Lula

    Há quatro anos, empresa americana desistiu de comprar parte da brasileira

    Declaração aconteceu nesta segunda-feira (20) durante reunião para anúncios referentes ao setor da indústria do aço
    Declaração aconteceu nesta segunda-feira (20) durante reunião para anúncios referentes ao setor da indústria do aço Ricardo Stuckert / PR

    Da CNN

    Brasília

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou o fato de a empresa norte-americana Boeing ter desistido de comprar a brasileira Embraer. “Ainda bem que a Boeing teve um desastre e não quis mais a Embraer”, disse Lula.

    A declaração aconteceu nesta segunda-feira (20) durante reunião para anúncios referentes ao setor da indústria do aço, no Palácio do Planalto.

    “Outro dia, a Embraer era uma empresa quase quebrada, foi vendida para a Boeing. Ainda bem que a Boeing teve um desastre e não quis mais a Infraero [Embraer]. Ela agora voltou a ser coqueluche no mundo da aviação”, afirmou o presidente.

    Em 2018 e 2019, dois aviões da Boeing caíram. O primeiro acidente aéreo aconteceu na Indonésia e deixou 189 mortos, o avião caiu no mar de Java poucos minutos depois de decolar do Aeroporto de Jacarta.

    O segundo acidente ocorreu na Etiópia e matou 157 pessoas. A aeronave voava da capital da Etiópia, Adis Abeba, para Nairóbi, no Quênia.

    Em 2020, a empresa norte-americana desistiu do acordo para comprar o negócio de jatos regionais da Embraer. No comunicado, a Boeing afirmou que rescindiu seu Contrato Principal de Transação (MTA, em inglês) com a Embraer, sob o qual as duas empresas estabeleceriam um novo nível de parceria estratégica.

    Na época, o mundo vivia uma crise econômica provocada pela Covid-19 e a Boeing passava por fracassos internos, como a paralisação das vendas de seu modelo Boeing 737 — modelo das aeronaves que caíram nos acidentes aéreos de 2018 e 2019.

    Os termos e condições aprovados em 17 de dezembro de 2018 definiram a criação de uma joint venture (Boeing Brasil Commercial) contemplando ativos do segmento de Aviação Comercial da Embraer e serviços relacionados (segmento de Serviços & Suporte) com 80% de participação da Boeing e 20% da Embraer.