Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Ala minoritária do PT defende que Marta faça mea-culpa por críticas ao partido

    Ex-prefeita votou pelo impeachment de Dilma e esteve ao lado de Covas, Temer e Nunes

    Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo (2001-2004)
    Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo (2001-2004) Rovena Rosa/Agência Brasil

    Pedro Duranda CNN São Paulo

    As regras internas do Partido dos Trabalhadores (PT) preveem que em até 7 dias qualquer nova filiação possa ser questionada. Membros da executiva municipal do partido avaliam que, apesar da aprovação do nome de Marta em reunião interna de terça-feira (16), o movimento pode acontecer.

    É que a saída de Marta foi turbulenta. Bem turbulenta. A ex-prefeita e ex-ministra, quando senadora, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Depois de sua saída e filiação ao MDB, de Michel Temer, Marta fez críticas ao partido pelo qual ocupou todos esses cargos.

    Para completar, a política ainda esteve ao lado de Bruno Covas (PSDB) na disputa contra Guilherme Boulos (PSOL) em 2020 e era secretária e conselheira pessoal de Ricardo Nunes (MDB), com quem Boulos deve disputar as eleições de 2024.

    Em conversas reservadas, membros do PT defenderam que a volta da ex-ministra deveria ter uma carta, uma ‘mea-culpa’ ou algum tipo de explicação sobre os posicionamentos dela. A filiação de Marta teve um único voto contra, o de Babi Corrales, do diretório municipal do PT e integrante de uma ala minoritária do partido.

    Ao todo foram 12 votos a favor da filiação de Marta, duas ausências, um voto contrário – de Babi – e uma abstenção. A leitura entre os petistas paulistas é de que, mesmo que suja um questionamento formal, ele será facilmente descartado pela executiva levando em consideração o fator Lula – que tem um peso brutal nas decisões partidárias.