Alcolumbre ajuda a manter federação União Brasil-PP no governo
Segundo apuração do analista de Política Pedro Venceslau, no CNN Arena, durante o evento de oficialização da aliança entre União Brasil e PP, Davi Alcolumbre pediu serenidade e maturidade nas decisões
A nova federação formada entre União Brasil e PP, que se tornará a maior força política do Brasil, ganhou contornos institucionais nesta terça-feira (19) durante evento de oficialização da aliança. O acordo estabelece uma união obrigatória entre os partidos pelos próximos quatro anos, abrangendo os pleitos eleitorais de 2026 e 2028. A apuração é de Pedro Venceslau no CNN Arena.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), destacou durante o evento que o movimento não se caracteriza como oposição ou situação, mas sim como uma forma de "fazer política com P maiúsculo". Em seu discurso, enfatizou a importância do equilíbrio institucional, mesmo que cada membro mantenha suas convicções pessoais.
A nova configuração partidária terá poder significativo no Congresso Nacional, com capacidade de pleitear posições estratégicas na mesa diretora e em comissões tanto na Câmara quanto no Senado. Alcolumbre mantém-se como principal interlocutor da federação com Lula (PT), administrando os espaços das legendas nos ministérios.
Apesar das declarações do presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, minimizando a presença governista no partido, afirmando que menos de 5% dos membros desejam permanecer no governo, não houve movimentação de desembarque. Os ministros indicados pelos partidos permanecem em seus cargos, com possíveis mudanças previstas apenas para o final do ano, durante a convenção extraordinária, ou em abril do próximo ano, quando alguns poderão deixar os cargos para disputar eleições.
O evento de oficialização da federação também foi marcado pela ausência de representantes do alto escalão do PT, incluindo Gleisi Hoffmann, mesmo após demonstrações públicas de aproximação entre as lideranças dos partidos.


