Alcolumbre cita agressões e critica quem ultrapassa "limite institucional"

Presidente do Senado esteve presente na posse de José guimarães no Palácio do Planalto, nesta terça-feira

Duda Cambraia, da CNN Brasil, Brasília
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (14) que o Brasil tem vivido um momento de "agressões a instituições" e criticou quem, segundo ele, ultrapassa os "limites constitucionais".

"Estamos vivendo uma agressão permanente às instituições republicanas, porque tá muito cômodo ofender os outros. Tá todo mundo passando dos limites institucionais que norteia a boa convivência na relação republicana. Nós somos uma democracia. A gente precisa compreender as pessoas que pensam diferente, mas a todo instante ofender, subjugar, agredir e atacar não vai construir o Brasil que os brasileiros precisam e esperam dos poderes", disse Alcolumbre.

Alcolumbre aproveitou a ida ao Palácio do Planalto para a posse do novo ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) para deixar um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Presidente Lula, Hugo Mota e Davi Alcolumbre estão, como sempre estiveram, integralmente à disposição de fazermos o certo pelo Brasil, porque a história vai cobrar daqueles que fizeram o certo, que tiveram coragem de fazer o enfrentamento adequado", reforçou Alcolumbre.

Posse do novo minsitro

José Guimarães (PT-CE), então líder do governo na Câmara dos Deputados, tomou posse hoje como ministro-chefe da SRI (Secretaria de Relações Institucionais).

A cerimônia aconteceu nesta terça-feira (14), no Palácio do Planalto, e contou com a presença do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Também estiveram presentes o vice-preisdente da República, Geraldo Alckmin (PSB); a ex-ministra da SRI, Gleisi Hoffmann (PT); o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos; o minsitro da secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso; o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado; o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara.

Os governadores Elmano de Freitas (PT-CE), Fatima Bezerra (PT-RN) e Carlos Brandão (sem partido-MA) parrticiparam da cerimônia no Planalto. Líderes partidários da Câmara e do Senado também estiveram na soleniddade.

A SRI estava sob comando interino do secretário-executivo Marcelo Costa desde a saída da então ministra Gleisi Hoffmann. Gleisi deixou o cargo no dia 3 de abril, dentro do prazo de desincompatibilização, para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.

A pasta foi a única das 17 trocas ministeriais a ficar sem um sucessor. A demora, segundo interlocutores do Planalto, se deu pelo fim da janela partidária e pelos acertos iniciais nos estados.

No terceiro mandato do presidente Lula, a secretaria foi chefiada, inicialmente, por Alexandre Padilha, que deixou a pasta para assumir o ministério da Saúde. Com isso, Gleisi assumiu a articulação política do governo em março de 2025. Na reta final do mandato, Guimarães assume a SRI.

José Guimarães é deputado federal, advogado e natural de Quixeramobim, no Ceará. O novo ministro é filiado ao PT desde a fundação do partido e era vice-presidente nacional da sigla.

Guimarães era líder do governo na Câmara dos Deputados, onde ingressou em 2007. Também já foi líder da bancada do PT e líder do governo durante o mandato da presidente Dilma Rousseff.

A Secretaria de Relações Institucionais coordena a articulação política do Governo, com foco também na interlocução com o Poder Legislativo.

Guimarães assume a pasta em meio à pressão enfrentada pelo Planalto para garantir a aprovação da indicação de Jorge Messias ao STF.

Além de garantir a aprovação de Messias, o novo ministro vai ter que articular com o Congresso Nacional a aprovação de algumas pautas de interesse do governo.

Lula quer aprovar, por exemplo, ainda antes das eleições, o fim da escala 6x1. Tanto que deve enviar, ainda esta semana, um projeto de lei em regime de urgência para acelerar a tramitação na Câmara.

Recuo

Em janeiro, Gleisi Hoffmann chegou a dizer que o secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, Olavo Noleto, assumiria o comando da pasta a partir de março.

Interlocutores do governo, no entanto, relataram ainda na semana passada que Lula recuou da indicação e sinalizou a procura por um parlamentar para ocupar o cargo.