Aliados de Bolsonaro trabalham para conter danos com convocações na CPI

Convocações de servidores da Presidência já eram esperadas no Planalto, que buscou circunscrever os próximos depoimentos a nomes distantes da família Bolsonaro

Da CNN, em São Paulo

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A convocação do assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Filipe G. Martins, à CPI da Pandemia já era esperada pelos aliados de Jair Bolsonaro (sem partido) no Planalto. As informações são da âncora da CNN Daniela Lima.

Martins faz parte da chamada ala ideológica do governo, com grande alcance nas redes sociais. No Congresso Nacional, ele é visto como uma das pessoas que dita os rumos da base radical dos apoiadores do presidente na internet, e, além disso, é aliado do ex-chanceler Ernesto Araújo e próximo de Bolsonaro e seu filho Carlos Bolsonaro.

Ao verem como certa a convocação de Martins à CPI, governistas cederam para circunscrever os próximos depoimentos a nomes distantes da família Bolsonaro. Com isso, o atual e o ex-assessor especial da Presidência da República, Arthur Weintraub, foram chamados para depor ao Senado; o vereador Carlos Bolsonaro, não.

Os requerimentos para convocação e quebra de sigilo do filho do presidente da República nem chegaram a ser apreciados pelos senadores na sessão desta quarta-feira (26).

Filipe G. Martins está sendo instruído pelo Palácio do Planalto a apresentar-se à CPI da Pandemia com o objetivo de desmontar a teoria da existência de um gabinete de aconselhamento paralelo a Bolsonaro, pois ele, como assessor especial do presidente, pode oferecer conselhos não só sobre relações exteriores, mas também sobre outros assuntos.

No momento, Martins não pensa em ingressar com habeas corpus para garantir o silêncio em determinadas questões na comissão, assim como fez o ex-ministro Eduardo Pazuello e a secretária do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro.

Filipe Martins
Filipe Martins, assessor da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República
Foto: Divulgação

 

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