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    Aliados de Pacheco estimam que presidente do Senado tem de 55 a 60 votos à reeleição

    Desenho da composição da Mesa e das principais comissões do Senado vem sendo feito por aliados do atual presidente da Casa, que busca se reeleger ao posto

    Gabriel HirabahasiLuciana Amaralda CNN

    Brasília

    Aliados do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ouvidos pela CNN sob reserva calculam que ele tem, no momento, entre 55 e 60 votos dos senadores pela sua reeleição à presidência da Casa. É preciso ao menos 41 votos favoráveis para ser eleito como presidente do Senado.

    Senadores e auxiliares próximos a Pacheco consideram que o cálculo é difícil de se estimar com exatidão por se tratar de uma votação secreta – apesar de ser uma votação nominal, os posicionamentos de cada senador não serão divulgados.

    Os maiores partidos que apoiam a reeleição de Pacheco são PSD, ao qual é filiado, MDB e PT. O União Brasil, do ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (AP), também deve apoiar a candidatura de Pacheco.

    A tendência, segundo aliados do senador, é que o MDB mantenha a indicação à primeira vice-presidência do Senado. Atualmente, o cargo é ocupado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (PB).

    O PT pode ficar com a primeira-secretaria: uma espécie de zeladoria do Senado, responsável pela administração geral da Casa, e, portanto, com muito poder nos cargos internos do Senado.

    Fontes ouvidas pela CNN dizem, ainda, que Alcolumbre deve manter um cargo importante, provavelmente continuando na presidência da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a mais poderosa da Casa.

    PDT, Cidadania, PSB e Podemos também caminham para apoiar Pacheco e devem pleitear cargos na Mesa e em destaque nas comissões da Casa.

    Os cálculos da disputa pelas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado muitas vezes são exagerados pelos congressistas, uma vez que a votação é secreta e as traições são recorrentes. A estimativa de Pacheco tem como base sua aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o apoio de figuras influentes, como o próprio Alcolumbre e líderes do MDB, e o fato de estar no cargo buscando a reeleição.

    A eleição interna à Mesa Diretora do Senado está prevista para 1º de fevereiro. Quem vencer a corrida pela presidência da Casa ocupará o cargo até fevereiro de 2025.

    O principal adversário de Pacheco até o momento é o ex-ministro do Desenvolvimento Regional de Jair Bolsonaro (PL) e senador eleito, Rogério Marinho (PL-RN). Aliados de Marinho contabilizam ao menos 35 votos para ele, que ainda vai tomar posse, e esperam chegar a 44 votos, pelo menos.

    Marinho deve fazer uma reunião de balanço da própria campanha com aliados nesta próxima semana. Também devem se reunir com o cacique do PL, Valdemar da Costa Neto.

    Aliados de Pacheco acreditam que Marinho ainda pode ser convencido a desistir da disputa até a reta final da eleição, de modo a garantir alguma posição de destaque para o partido na estrutura da Casa nos próximos dois anos. Isso porque o PL, partido de Marinho e do ex-presidente Jair Bolsonaro, corre o risco de ficar isolado e acabar preterido nas escolhas para os cargos na Mesa e nas principais comissões do Senado.