Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Aliados defendem que Lula dê nova declaração e “contextualize” fala sobre Israel

    Sugestão é que o presidente esvazie discurso do governo Netanyahu, porém sem recuar das críticas à contraofensiva israelense em Gaza

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto 31/01/2024 REUTERS/Adriano Machado

    Clarissa OliveiraGustavo Uribeda CNN

    Brasília

    Diante da escalada da crise provocada pelas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito da guerra na Faixa de Gaza, aliados passaram a defender nos bastidores que ele avalie falar publicamente sobre o assunto mais uma vez.

    A ideia, segundo aliados ouvidos pela CNN, não é recuar das declarações, mas sim contextualizá-las. Lula resiste a um pedido de desculpas, mas a tese é que o presidente poderia falar em situação informal, como, por exemplo, respondendo a perguntas de jornalistas.

    O objetivo, afirmam, seria tirar a munição do governo de Benjamin Netanyahu, que, na visão de petistas, distorce a fala de Lula para sair do isolamento e desviar o foco das mortes em Gaza.

    O presidente, no entanto, ainda não tomou uma decisão, segundo assessores do governo. Ele deve amadurecer o assunto nos próximos dias, diante do cenário político.

    A proposta também tem ganhado força no Palácio do Itamaraty, como uma forma de baixar a pressão das críticas do governo israelense, bem como evitar que Israel siga explorando politicamente o episódio.

    Uma alternativa para essa nova declaração seria reforçar a gravidade do episódio histórico na Alemanha Nazista. Segundo relatos feitos à CNN, o reconhecimento da gravidade do Holocausto teria o apoio da cúpula do Senado Federal, incluindo petistas como o senador Jaques Wagner (PT-BA).

    Diferentemente do que ocorria no início da semana, perdeu força nos bastidores do governo e do PT a tese de que Lula fez um movimento totalmente calculado ao mencionar Adolf Hitler.

    “Lula também erra, faz parte”, admitiu um aliado do presidente, sob reserva. Ainda assim, a ordem é sustentar as críticas do presidente a Israel.