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    Aliados esperam que Lula decida até sexta (21) quais ministérios entram na reforma

    Planalto avalia "dança das cadeiras" entre ministros do PT, PCdoB e PSB para abrir espaço para o centrão

    Basília Rodrigues

    De volta ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve decidir até sexta-feira (21), junto do núcleo político do governo, o desenho da reforma ministerial. O Palácio do Planalto informou a lideranças do Congresso que na próxima semana irá começar a chamar os líderes e possíveis nomes que vão compor o governo.

    A CNN apurou que o Planalto não descarta promover uma dança das cadeiras para abrir espaço para Progressistas e Republicanos assumirem um ministério. Dessa forma, ministros do PT, PCdoB e PSB poderiam ser remanejados para outras pastas para abrir vaga. “Todos os ministros podem entrar na reorganização. Não significa que vá para algum partido de centro”, afirmou à CNN um ministro do Palácio do Planalto.

    Nos cenários possíveis, Planalto avalia que o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, poderia abrir espaço para Márcio França (PSB), deixar a pasta de Portos, que seria entregue a um partido de centro. A ministra de Ciência Tecnologia, Luciana Santos, poderia ir para o ministério de Direitos Humanos, hoje ocupado por Silvio Almeida, que perderia a vaga.

    “Nada está definido”, afirma um dos ministros envolvidos na negociação. De acordo com o Planalto, apesar da resistência de Lula, ministérios como Desenvolvimento Social e Esportes permanecem no radar das mudanças.

    Em entrevista recente, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, colocou o cargo à disposição, caso Lula precise da pasta dele para entregar a outro aliado.

    Na terça-feira (18), Padilha se reuniu com vários políticos interessados na reforma, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o líder petista, Zeca Dirceu, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o líder do PP André Fufuca e o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos).