Celso Amorim vai à reunião entre Guiana e Venezuela e deve manter tom contra “atitude unilateral"
Governo brasileiro insistirá na tese da tradição de diálogo na América Latina

O assessor de assuntos internacionais do governo Lula, Celso Amorim, deve dizer à Venezuela e à Guiana que o Brasil não vai concordar com “atitudes unilaterais” de nenhuma das partes, durante a reunião para mediar a tensão entre os países, marcada na ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe, nesta quinta-feira (14).
O tom de Amorim com ambos os vizinhos deve ser o mesmo do “breve comunicado”, divulgado pelos países após o fim da Cúpula do Mercosul, no Rio de Janeiro, na semana passada, em que os chefes de Estado ressaltaram a importância de resolver o conflito pela via diplomática.
O ex-chanceler vai dedicar a semana para “trabalhar” no assunto.
Ainda não há definição sobre a data da viagem de Amorim, que vai ao Caribe a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No último sábado (9), o presidente brasileiro conversou com Nicolás Maduro por telefone.
Na conversa, Lula transmitiu ao presidente venezuelano a preocupação do Brasil e outros países sul-americanos sobre o tema, e citou a declaração aprovada na Cúpula do Mercosul, assinada por por Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina, Colômbia, Peru, Equador e Chile.
“[Lula] recordou a longa tradição de diálogo na América Latina e que somos uma região de paz”, escreveu o governo federal. Ainda de acordo com a nota, Lula pontuou sua posição contrária a “medidas unilaterais que levem a uma escalada da situação”.


