Análise: Decisão sobre domiciliar de Bolsonaro só será tomada após perícia

Defesa do ex-presidente reforça pedido de transferência para hospital devido à necessidade de cirurgia urgente, mas Alexandre de Moraes só decidirá após perícia da PF; análise é de Teo Cury no CNN 360°

Da CNN Brasil
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A defesa de Jair Bolsonaro (PL) voltou a solicitar, nesta segunda-feira (15), ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ex-presidente seja transferido para prisão domiciliar e realize uma cirurgia de urgência. Segundo análise de Teo Cury, no CNN 360°, a decisão sobre o pedido só será tomada após a PF (Polícia Federal) concluir a perícia médica determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Na última terça-feira (9), a defesa apresentou um pedido alegando que Bolsonaro sofre com uma hérnia na virilha que causa dor e desconforto, condição agravada por crises de soluço. O ministro Alexandre de Moraes determinou, na quinta-feira (11), que a Polícia Federal realize uma perícia independente no prazo de 15 dias para avaliar de maneira isenta a real condição de saúde do ex-presidente.

No último domingo (14), a defesa conseguiu autorização para que um médico entrasse na Superintendência da PF, onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses, para realizar um exame de ultrassom. Com base nesse novo exame, a defesa reforçou o pedido nesta segunda-feira (15), solicitando que o ex-presidente seja transferido para um hospital em Brasília, onde ficaria internado de cinco a sete dias para realizar o procedimento cirúrgico.

Cronograma para decisão

Conforme explicado por Teo Cury, o processo decisório seguirá um cronograma específico: primeiro, a conclusão da perícia pela Polícia Federal, que tem até 15 dias para ser realizada; em seguida, a manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República); e, por fim, a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido de transferência e posterior prisão domiciliar.

A defesa do ex-presidente argumenta que, após a realização do procedimento cirúrgico e o período de internação, Bolsonaro deveria ser encaminhado para prisão domiciliar, em vez de retornar à Superintendência da PF. O pedido atual representa uma mudança na estratégia da defesa, que anteriormente cogitava a transferência para o complexo penitenciário da Papuda, onde há uma cela de 54 metros quadrados.

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